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Economia

CSN contrata consultoria de ex-governador de Goiás, diz jornal

Perillo estaria cuidando de investimentos imobiliários em VR

07/04/2019 18:26:28

A CSN contratou a consultoria do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para explorar novos investimentos para o grupo. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Perillo, segundo a publicação, chegou à companhia em novembro e está negociando a criação de um polo industrial e comercial em Volta Redonda, nos terrenos de propriedade da siderúrgica. Ainda segundo o “Estadão”, a CSN busca de um local para construir uma nova fábrica de cimento.

O jornal paulista lembra que, nos últimos anos, o controlador da CSN, BenjaminSteinbruch, tem se cercado de ex-integrantes de governos para ajudar o grupo a expandir seus negócios. Um deles é o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), que concorreu à presidência no ano passado. Ele foi responsável pelo projeto da ferrovia do Transnordestina entre 2015 e 2016, saindo da empresa para dar início à campanha. O posto foi assumido pelo economista Pedro Brito, ex-ministro da Secretaria Nacional dos Portos do governo Lula. Ele foi indicado à CSN por Ciro Gomes.

Próximo ao presidenciável, Steinbruch se filiou ao PP no ano passado e foi apontado como possível vice-presidente de Ciro, mas o posto acabou sendo assumido pela senadora Kátia Abreu. Pessoas próximas ao empresário afirmam que estaria “mordido pela mosca azul” e não descarta entrar na política.

Na mesma época na qual Ciro foi convidado para ir para a siderúrgica dos Steinbruch, Paulo Caffarelli, ex-secretário da Fazenda e ex-funcionário de carreira do Banco do Brasil (BB), foi contratado para assumir a diretoria financeira e relações com o mercado da companhia.

No cargo, Caffarelli ajudou a renegociar as pesadas dívidas da siderúrgica com os bancos públicos. Em 2016, deixou a CSN para assumir a presidência do BB.

O convite para Perillo trabalhar na CSN, diz O Estado de S. Paulo, partiu de Steinbruch, citando “fonte próxima ao ex-governador”. Em outubro, Perillo foi preso no dia em que foi prestar depoimento à Polícia Federal sobre a Operação Cash Delivery, por suposto repasse de R$ 10 milhões da Odebrecht para suas campanhas ao governo de Goiás em 2010 e 2014. Pessoas a par do assunto afirmam que Perillo – nas últimas três décadas à frente de mandatos públicos – quer construir uma carreira executiva e deixar a vida política.

Perillo não é executivo direto do grupo dos Steinbruch. Ele abriu uma consultoria com a mulher, Valéria, a MV, para assessorar a CSN. Como consultor, tem explorado o mercado imobiliário, considerado um novo negócio e estratégico para a CSN.

Com sede em Volta Redonda, onde tem vários terrenos, o grupo pretende criar um polo industrial e comercial no entorno da cidade. A experiência de Perillo como gestor público, dizem fontes ouvidas pelo Estado, facilitaria o trânsito do grupo nas negociações com prefeituras.

A CSN quer tirar ainda do papel os planos para construir um shopping na zona sul de São Paulo, onde também tem terrenos. Além disso, Perillo está buscando outro lugar para a CSN construir sua terceira fábrica. O grupo já possui unidades em Arcos (MG) e Volta Redonda.

De acordo com o jornal paulista, o fato de Perillo ser alvo na Lava Jato não preocupa a CSN, uma vez que o ex-governador presta serviços como consultor, sem ser funcionário direto do grupo.

O Estado de S. Paulo disse ter procurado Perillo e a CSN e que ambos não quiseram se manifestar. (Foto: Divulgação)

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