sábado, 16 dezembro 2017
Fale Conosco | (24)3343-5229

Economia

CSN confirma, em nota, que implantará turno fixo de 8 horas

Empresa diz que mudança não acarretará em demissões

09/10/2017 12:06:46

Pela primeira vez desde que foi noticiado em primeira mão pela coluna POUCAS & BOAS, que a empresa estava se preparando para implantar o turno de oito horas na Usina Presidente Vargas, a CSN se pronunciou oficialmente a respeito do assunto nesta segunda-feira e confirmou: vai implantar a nova jornada de trabalho, mas negou que tenha intenção de efetuar demissões.

“Isso não tem sido cogitado pela empresa”, assegurou a empresa através de nota, na qual não confirma a partir de quando haverá a mudança (sindicalistas dizem que será na próxima segunda-feira, dia 16), mas ressalta que, em alguns setores da usina, como cimentos, aços longos, embalagens e manutenção já operam com turno de revezamento de oito horas.

O pronunciamento ocorre depois de os funcionários da empresa, em votação secreta, terem desautorizado o Sindicato dos Metalúrgicos a discutir a mudança da jornada de trabalho com a empresa: “Considerando que os colaboradores optaram inicialmente por não ouvir os argumentos da empresa e que não houve a possibilidade de negociação do turno de revezamento de 8 horas, a implantação do turno fixo de 8 horas foi a única opção que restou à companhia. A empresa permanece aberta para conversar com os colaboradores e seus representantes oficiais”.

Na nota, a CSN acentua que o funcionário tem uma hora de refeição e repouso, “o que na prática significa apenas 7h de trabalho efetivo por dia”.  A siderúrgica menciona ainda que, entre 2000 e 2008 o turno de oito horas vigorou “sem que isso tenha custado empregos e afetado a qualidade de vida dos funcionários e a economia da região”.

A CSN justifica ainda a mudança com a necessidade de se manter competitiva diante do cenário de crise na economia e “da crescente concorrência interna e externa”.  Alega ainda que a mudança é crucial para preservar os empregos. Lembra também que a Usina Presidente Vargas é a única das grandes siderúrgicas brasileiras que ainda atua no turno de seis horas.

Também nesta segunda-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos  programou uma assembleia para a Praça Juarez Antunes,  às 18 horas, adiantando que poderá convocar uma greve com a alteração do turno.

Veja a íntegra da nota:

"Turno de 8h é legal e assegura a empregabilidade na Usina

Em função da grande crise econômica que afeta o setor siderúrgico no Brasil e da crescente concorrência interna e externa, a implantação do turno de 8 horas na Usina Presidente Vargas é crucial para assegurar a competitividade da empresa e preservar os empregos dos trabalhadores. Vale destacar que no turno de 8 horas, o colaborador tem o intervalo de uma hora para refeição e descanso, o que na prática significa apenas 7h de trabalho efetivo por dia.

A CSN é a única entre as grandes siderúrgicas brasileiras a ainda adotar o turno de 6 horas. Suas concorrentes adotam turnos de revezamento de 8 ou 12 horas (que dependem de negociação prévia com os trabalhadores) ou o fixo (pacificamente aceito pela esfera judicial como mais benéfico para os trabalhadores).

Nas empresas que adotam o turno de 8 horas foram observados diversos benefícios, como melhora na segurança do trabalho, menos deslocamentos, mais folgas, intervalo de almoço com acesso aos restaurantes da empresa.

Cabe destacar que a CSN respeita profundamente todos os movimentos sociais existentes, mas não pode deixar de esclarecer pontos que estão sendo distorcidos em comunicados direcionados aos trabalhadores:

- Foi veiculado que a CSN demitiria mais de 1000 colaboradores com a mudança do turno. Isso não tem sido cogitado pela empresa.

- Algumas áreas na UPV (como Cimentos, Aços Longos, Embalagens e Manutenção) já trabalham com turno de revezamento de 8h. A propósito, toda a UPV já trabalhou em turno de revezamento de 8h entre 2000 e 2008, sem que isso tenha custado empregos e afetado a qualidade de vida dos funcionários e a economia da região.

- Todas as empresas contratadas operam com turnos de revezamento de 8 ou 12h.

- O edital de privatização não prevê o turno de 6h. A jornada de trabalho é prevista em lei, e o que a empresa deve fazer é respeitar os limites legais.

- O limite de 36 horas semanais de trabalho vigora apenas para os turnos de REVEZAMENTO. Para jornadas fixas, o limite constitucional é de 44 horas, o que é adotado pela maioria das empresas. 

Por fim, considerando que os colaboradores optaram inicialmente por não ouvir os argumentos da empresa e que não houve a possibilidade de negociação do turno de revezamento de 8 horas, a implantação do turno fixo de 8 horas foi a única opção que restou à Companhia. A empresa permanece aberta para conversar com os colaboradores e seus representantes oficiais". (Foto: Arquivo-11/12/2008)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

17:12 Polícia