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Economia

Crise do coronavírus põe comércio sob tensão

17/03/2020 08:25:38

A pandemia do novo coronavírus estabeleceu uma tensão no comércio como provavelmente nunca se viu. A proliferação dos casos, o risco de medidas restritivas à circulação do público e de funcionamento do setor para conter a propagação da gripe formam um conjunto de preocupações que leva à indagação final: como vão ficar os negócios? Sabe-se que haverá prejuízos, ainda impossíveis de serem dimensionados.

- A situação é triste, estamos muito preocupados – diz o presidente da CDL-VR (Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda).

Lembrando que o momento é de tentar minimizar os efeitos do Covid-19, com cuidados especiais na higienização dos estabelecimentos comerciais, ele resume a preocupação que ronda o setor com medidas que podem vir a ser adotadas, como o fechamento de lojas: “Seria terrível”.

Entre os comerciantes, os temores são generalizados, independente do tamanho, mas são maiores entre os pequenos e médios, que, para se ter uma ideia do que significam para a economia, representam mais de 80% dos 1,2 mil associados à CDL, tendo no máximo quatro funcionários.

Gilson de Castro destaca que o setor vai precisar de ajuda governamental se, conforme se espera, a crise se agravar com o novo coronavírus. “O comércio vai precisar de ajuda, com crédito financeiro, e a nossa federação já está fazendo um requerimento neste sentido”, destaca. “Tem setores que já pararam, como o de turismo, que não estão conseguindo vender [pacotes] e ainda estão tendo que devolver o que já tinham vendido”.

Crise do coronavírus põe comércio sob tensão

O presidente da Câmara lojista recomenda cautela e bom senso, quanto, por exemplo, dispensa de pessoal, devido ao ineditismo da situação. “É uma coisa muito nova para todos nós. Penso que é cedo para falar em demissões. Mas a pandemia é muito rápida. A gente vê uma situação pela manhã e à tarde já é outra. Neste momento é preciso o cuidado com a prevenção, inclusive com o colaboradores”,  opina Gilson, sugerindo que trabalhadores com mais de 60 anos sejam deixados em casa, por estarem no grupo de maior risco de contração do vírus.

Ele ainda aponta que os comerciantes devem buscar alternativas como as vendas online e entregas em domicílio como forma de minimizar perdas.

O presidente da CDL de Volta Redonda avalia ainda que será preciso muita fiscalização para, caso haja restrições ao funcionamento do comércio, a ordem seja cumprida por todos. “Mas realmente esperamos que não seja preciso”, torce.

Na tarde desta segunda-feira, junto com outras entidades, a CDL-VR participa de uma reunião com o prefeito Samuca Silva e outros membros do governo, na sede da Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre), no Laranjal. A reunião será para avaliar possíveis medidas e a unificação de uma campanha de incentivo à proteção contra o coronavírus.

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