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Estado

Corpo de ex-capitão do Bope, suspeito de integrar milícia, ainda não foi sepultado

Justiça negou pedido da família para cremação

17/02/2020 10:32:22

Oito dias depois de sua morte, o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Adriano Magalhães da Nóbrega ainda não foi sepultado. O corpo do suspeito de envolvimento com a milícia no Rio permanece no Instituto Médico Legal (IML) da capital fluminense, onde chegou na manhã da última sexta-feira. A Justiça negou os pedidos da família para cremação e de novo exame cadavérico, por um perito particular.

Adriano foi morto no último dia 9, por agentes do Bope da Bahia. Ele estava escondido num sítio em Esplanada, cidade a 170 quilômetros de Salvador. O corpo do ex-capitão foi necropsiado na Bahia. A família chegou a marcar para o dia 12 a cremação no Cemitério Memorial do Carmo, mas a decisão judicial impediu a cerimônia.

No sábado, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez sobre a morte do suspeito de ser miliciano. “Não tem nenhuma sentença transitada em julgado condenando capitão Adriano por nada, sem querer defendê-lo. Naquele ano ele era um herói da Polícia Militar”, afirmou Bolsonaro se referindo à homenagem que seu filho, o senador Flavio Bolsonaro, fez a Adriano em 2005, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Bolsonaro também disse que foi ele quem determinou que Flávio condecorasse o ex-policial militar. “Homenageei centenas e centenas de policiais militares e vou continuar defendendo, não adianta querer me vincular com a milícia, não tem absolutamente nada com milícia. Condecorei o Adriano há mais de 15 anos”, disse.

Nóbrega se tornou conhecido por ser suspeito de envolvimento com a milícia do “Escritório do Crime”, no Rio de Janeiro, e foi apontado pela Polícia Civil carioca como um dos suspeitos de ter participado do assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018.

Os motivos do assassinato não foram esclarecidos até hoje pela Polícia, apesar da prisão de dois outros suspeitos principais, os também ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. (Foto: Reprodução Facebook)

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