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Educação

Comunidade tenta evitar fechamento de mais duas escolas em VR

20/12/2016 09:54:31

Depois do Açude, comunidades de dois bairros de Volta Redonda estão se mobilizando para tentar evitar o fechamento de duas escolas estaduais na cidade: o colégio Maranhão, localizado no Eucaliptal, e a escola Acre (e não Ceará, como informado inicialmente), no bairro Siderópolis. No caso do Açude, o fechamento que estava previsto pela Secretaria estadual de educação foi cancelado, depois que a Defensoria Pública do estado e o Ministério Público Federal exigiram o cumprimento de um termo de compromisso assinado pela Coordenadoria Regional de Educação do Médio Paraíba, para garantir a desocupação pelos alunos, em meados deste ano, garantindo que a o Ciep 403, continuaria funcionando.

Na tarde da segunda-feira, o caso do Maranhão e do Acre foram discutidos numa reunião realizada na Associação Comercial, que teve a participação dos deputados estaduais Gláucio Jose de Mattos Julianelli e Flávio Alves Serafini, ambos do PSol, e Nelson Gonçalves (PSD), membros da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A defensora pública Luciene Torres também esteve presente, assim como o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). A justificativa da Secretaria de Educação para fechar as duas escolas é a mesma: a pequena quantidade de alunos.

A secretaria é acusada de não abrir matrículas nos horários matutino e vespertino, provocando o esvaziamento das escolas. O objetivo do estado é o remanejamento dos alunos para o Colégio Estadual Roosevelt, no bairro Conforto, de onde os estudantes do supletivo saíram por causa da insegurança. “Agora, querem que eles voltem, pra lá”, reclamou a dirigente do Sepe Maria da Conceição Ferreira Nunes.

Também na segunda-feira, os deputados percorreram o interior do colégio no Eucaliptal e constataram que a escola está em total condição para o seu funcionamento. Há uma proposta para que o Colégio Estadual Maranhão seja municipalizado, mas tanto o Sepe quanto os moradores do bairro são contra.

- Não podemos deixar que a educação pague a conta da crise no estado – afirmou o deputado Flávio Serafin. Segundo ele, dados da própria secretaria apontam que, entre 2010 e 2015, 198 escolas estaduais foram fechadas.

A aluna Rutilea das Neves, de 48 anos, que está concluindo o Ensino Médio, tem tido participação efetiva no sentido de garantir que o colégio não seja fechado e continue sob a responsabilidade do estado. Divorciada e desempregada, quatro filhos e um neto, seu último emprego foi de segurança patrimonial numa rede de supermercados. “Decidi concluir o Ensino Médio para ver se consigo algo melhor”, conta.

Também na segunda-feira, o risco de fechamento das escolas foi levado à Câmara de Vereadores por Neném (PSB), cuja base fica no bairro Eucaliptal. Os parlamentares também anunciaram que vão se juntar à mobilização para que o estado recue e não feche os colégios. (Fotos: Divulgação)

 

Atualizada às 12h52min

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