domingo, 15 setembro 2019
Fale Conosco | (24)3343-5229

Estado

Com recurso rejeitado, ‘viúva da Mega Sena’ é definitivamente condenada

Ex-cabeleireira não pode recorrer mais

11/09/2019 16:59:23

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio rejeitou o último habeas corpus pedido pela defesa de Adriana Ferreira Almeida, que ficou conhecida como “viúva da Mega Sena”. Com a decisão se esgotam os recursos possíveis para ex-cabeleireira, que finalmente foi condenada definitivamente pelo assassinato do marido, o ex-lavrador e milionário René Senna, em janeiro de 2007.

"À mingua de ilegalidade ou abuso de poder contra a liberdade de locomoção da paciente, o habeas corpus desvia-se de sua finalidade e torna-se, por consequência, inadequado para o único fim de reformar a sentença condenatória do Tribunal Popular, que é o que remanesce", escreveu o desembargador Claudio Tavares de Oliveira Junior, relator do caso.

A defesa de Adriana — que foi condenada em primeira instância em dezembro de 2016 a 20 anos de prisão por ser mandante do assassinato do ex-marido — pedia, no habeas corpus, a diminuição da pena. O pedido foi negado por unanimidade.

Agora, Adriana só tem mais uma pendência com a Justiça: ela aguarda o último recurso do processo que vai definir a partilha da herança de René Senna, estimada em R$ 120 milhões. Apesar de a Justiça ter anulado o testamento que beneficiava a ex-cabeleireira, a filha do milionário recorreu da decisão. Renata Almeida Sena, de 32 anos, deseja a revalidação do testamento que beneficia a assassina de seu pai em detrimento do outro que dividia a herança entre ela e seus nove tios, irmãos do ex-lavrador.

No recurso, a defesa de Renata argumenta que Adriana não tinha intenção de matar o milionário quando o testamento foi assinado, três meses antes do crime e mais de um ano depois de Renê ganhar a bolada. O recurso deve ser julgado até o final do ano.

O CRIME – René Senna foi executado a tiros por dois homens contratados por Adriana, em janeiro de 2007, em Rio Bonito, na Região Metropolitana. De acordo com a sentença que condenou a cabeleireira, Adriana ordenou a morte do marido após ele ter dito que iria excluí-la do testamento, pois havia descoberto que estava sendo traído.

Atualmente, ela cumpre a pena em um presídio do Rio. A fazenda em que o casal vivia antes do crime — um dos bens mais valiosos da herança — está hoje abandonada. A reportagem é do jornal Extra

Comentários via Facebook

(O Foco Regional não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

13:07 Política