sexta-feira, 21 setembro 2018
Fale Conosco | (24)3343-5229

Cidades

Com febre amarela, jovem de VR vive drama em São Paulo

13/08/2018 12:26:14

Amigos e parentes de um jovem de Volta Redonda, que contraiu febre amarela, estão se mobilizando para tentar ajudá-lo a vencer um drama. Internado há quatro meses no Hospital das Clínicas, em São Paulo, Maxwell Rosa Rodrigues, de 25 anos, ex-morador do bairro São Sebastião, está em coma. Com baixa imunidade, sua permanência no hospital se tornou um risco e a saída é a instalação de uma UTI residencial. Uma campanha foi aberta no intuito de arrecadar fundos com esta finalidade.

O passo inicial foi dado pela Associação Beneficente Casa do Amanhecer, de São Paulo, que abrigou a mulher dele, a americana Stephanie, de 23 anos, e há um mês está transformando uma garagem em quarto. O local já foi coberto, as paredes foram impermeabilizadas e falta somente a colocação do piso, que também deve ser instalado de forma a evitar a proliferação de fungos.

Max, como é conhecido, deixou Volta Redonda há cerca de quatro anos para morar nos Estados Unidos. Lá conheceu Stephanie, com quem se casou.

No início do ano, ele veio ao Brasil visitar a família, aproveitando as férias da mulher. Era para ficar apenas sete dias, mas, apaixonado por motos, ele contraiu a doença ao fazer uma trilha junto com o pai. Chegou a ser internado em Volta Redonda (ninguém soube informar em qual hospital), mas foi transferido para São Paulo por intermédio de uma amiga brasileira de sua mulher.

- A transferência foi feita porque o HC tem mais recursos – contou à reportagem Leda Araújo, presidente da Casa Amanhecer, uma entidade mantida por voluntários que ajuda parentes de pacientes de câncer que não tem recursos financeiros para se manter em São Paulo.

A entidade acolheu Stephanie sensibilizada por sua atitude. Funcionária de uma financeira em Dallas, no Texas, onde o casal residia, a americana deixou tudo e veio para o Brasil acompanhar o marido. Está se mantendo com a ajuda dos pais, enquanto a associação a ajuda a obter visto para permanecer no país.

Leda calcula que os equipamentos necessários para manter Max, que incluem aspirador e até um gerador de energia, custem hoje em torno de R$ 17 mil. Segundo ela, a transferência para o quarto que está sendo adaptado para receber o rapaz fará com que o vínculo dele com o hospital, que fica muito próximo, no Pacaembu, não seja perdido, permitindo que ele receba o atendimento do serviço social da unidade médica e seja levado ao HC com mais facilidade.

'Ele é minha vida', resume a mulher

Por telefone, o FOCO REGIONAL falou com Stephanie no final da manhã desta segunda-feira. Ela disse confiar na recuperação do marido. “Ela tinha muitos sonhos”, afirmou. A jovem, que aprendeu português com Max, gravou um vídeo pedindo ajuda, explicando a situação do marido. “Ele é minha vida", resumiu

- Assim que chegou ao HC, Max teve uma parada cardíaca. Ele sofreu lesões irreversíveis no cérebro, cuja extensão ainda não se sabe. A informação que temos é que ele pode acordar amanhã, daqui a um mês ou daqui a um ano. Ou nem sobreviver. É muito triste – lamentou Leda. Segundo ela, chegou a ser cogitada a transferência do rapaz para Volta Redonda, mas a avaliação é de que ele não teria a estrutura que está sendo preparada para abriga-lo. “Ele não pode perder este atendimento do hospital, que está sendo muito bom e que será mantido”, refirmou Leda, explicando que somente depois de concluir a preparação do quarto é que se fará a compra dos equipamentos, que não podem ficar expostos, devendo ser instalados imediatamente quando chegarem.

Quem quiser ajudar o rapaz pode depositar qualquer quantia na conta da Associação Beneficente Casa Amanhecer (Caixa Econômica Federal, agência 3102, conta 2026-2, operação 003). O telefone da instituição é (11) 2306-3341. (Foto: Reprodução)

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

17:06 Polícia