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Cultura

Cinema público de Paraty será reaberto depois de 45 anos

19/07/2018 10:34:49

A programação de Paraty para a festa literária internacional deste ano contará com uma contribuição audiovisual na Praça da Matriz, coração do centro histórico da cidade. O Cinema da Praça será reinaugurado nesta quinta-feira, após 45 anos, e terá programação especial para o evento literário e continuará aberto depois que os turistas forem embora. Para o espaço, estão programadas sessões escolares, oficinas introdutórias ao audiovisual e exibições de filmes nacionais e estrangeiros para todo o público da cidade.

O sobrado que ele ocupa foi restaurado em uma obra que durou dois anos e contou com recursos da prefeitura de Paraty, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Comunitas, do Ministério da Cultura e da Petrobras. O casarão tem uma sala com 80 lugares e será reaberto com a exibição de um documentário sobre as experiências de moradores de Paraty com a casa da sétima arte na época em que ela ainda funcionava.

No fim de semana de inauguração – até domingo – a programação começa às 14 horas e se estende até a noite. Nos três primeiros meses, a entrada será gratuita, com retirada de senha uma hora antes das sessões.

A secretária de cultura de Paraty, Cristina Maseda, conta que o cinema fazia parte do cotidiano da cidade e que lembra de histórias contadas por seus pais e tios sobre filmes vistos lá. A cidade discute agora com a Universidade Federal do Rio de Janeiro uma parceria para oferecer cursos de curta duração em produção audiovisual. "A ideia é que o Cinema da Praça seja um pólo formador de audiovisual e que a gente atraia produções".

Após a Flip, quando o espaço receberá também performances e uma mostra de realizadores de Paraty, a agenda de eventos do cinema já tem pela frente o Festival Varilux de Cinema Francês, programado para 4 a 12 de agosto, e está prevista para data ainda não confirmada uma mostra temática sobre filmes já gravados em Paraty, com longas como Gabriela (1983, Bruno Barreto), Como era Gostoso Meu Francês (1971, Nelson Pereira dos Santos), e Quem é Beta? (1973, Luiz Carlos Lacerda). 

O prefeito de Paraty, Casé Miranda, conta que o trabalho de restauração teve o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e combina as características dos sobrados da cidade com tecnologias como ar condicionado, elevador, projetor digital e poltronas novas. "Esse cinema deve ter sido [o local] onde todos os pais da minha geração deram o primeiro beijo", brinca. (Reportagem e foto: Agência Brasil)

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