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Saúde

Casos de conjuntivite aumentam em Volta Redonda

14/03/2018 13:19:51

A Secretaria de Saúde de Volta Redonda detectou nos últimos dias um aumento significativo de procura da rede pública por pessoas com conjuntivite. Responsável pelo serviço de oftalmologia da Policlínica e do Banco de Olhos da prefeitura, o médico Gustavo Guerra disse, porém, que ainda não é possível afirmar que esteja ocorrendo um surto da doença, como já foi detectado em outras cidades do estado, inclusive na capital.

- De fato, temos uma situação fora do normal, mas ainda não podemos dizer que haja um surto – afirmou o oftalmologia ao FOCO REGIONAL orientando as pessoas que apresentarem os sintomas a procurarem orientação médica, evitando a automedicação.

Guerra explica que a conjuntivite pode ser viral ou bacteriana, sendo necessário aplicar o colírio adequado para cada uma das situações. “A pessoa com conjuntivite viral geralmente apresenta coceira nos olhos, com secreção calara e olhos colados. Já na bacteriana, além da coceira, ardência e olhos colados, a secreção é em forma de pus”, explicou o especialista.

Ela adverte que cabe ao médico prescrever o tipo de colírio mais adequado, lembrando que a conjuntivite bacteriana deve ser tratada com colírio antibiótico. Esta discriminação, destaca Guerra, pode ser feita pelos clínicos gerais das unidades de saúde.

Independente do tipo, acrescenta Guerra, a cura da doença pode levar de sete a quinze dias, “dependendo do grau de agressividade”. Segundo o médico, a melhor forma de se prevenir é fazer adequadamente a higiene das mãos, evitando o contato com os olhos e com ambientes com grandes aglomerações de pessoas, como o transporte público.

- Se mesmo assim a pessoa apresenta os sintomas, deve evitar se tratar sem orientação médica. A conjuntivite tem um processo autolimitado, ou seja, com hora para começar e acabar, mas há casos em que pode complicar – adverte.

Também de acordo com o oftalmologista, no modo viral há uma infiltração na córnea e formação do que os especialistas chamam de pseudomembrana, provocando inflamação na conjuntiva. Já no modo bacteriano, ocorre inchaço e é preciso remover a “falsa membrana” até mais de uma vez, pois a capa formada pela doença impede a penetração do colírio nos olhos. Ele explica ainda que a conjuntivite bacteriana pode resultar no acúmulo de pus na membrana,  levando à infecção da córnea.

A conjuntivite é uma doença mais comum no inverno, sobretudo por causa do ar seco, mas pode ocorrer em outras estações, como no verão.

- É importante ressaltar que se trata de uma doença altamente contagiosa. Por isso, é preciso tomar muitos cuidados, inclusive dentro de casa. Uma pessoa infectada coça o olho e põe a mãe na chave, na maçaneta da porta, num teclado de computador e pode transmitir a doença para outras pessoas que tiverem contato com os mesmos objetos. É recomendável, inclusive, trocar a fronha dos travesseiros, as roupas de cama e pessoais todos os dias de quem está com a doença – orienta.

O aumento dos casos não está restrito a Volta Redonda. Em Barra Mansa, a dona de uma farmácia de bairro revelou que os colírios destinados ao tratamento de conjuntivite acabaram na semana passada e que não estava conseguindo repor os medicamentos por falta de produtos dos distribuidores. (Foto ilustrativa / Arte: Espaço Saúde)

Casos de conjuntivite aumentam em Volta Redonda

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