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Economia

Caos começa a se instalar na região com greve dos caminhoneiros

23/05/2018 16:50:54

O terceiro dia da greve dos caminhoneiros está tendo reflexos caóticos para as cidades do Sul Fluminense. O transporte público está em risco. Indústrias estão suspendendo atividades, assim como escolas. Faltam combustíveis nos postos e – os que ainda têm – cobram preços ainda mais elevados do que o consumidor já vinha pagando nos últimos dias. Com a impossibilidade dos caminhões-tanque de deixarem as distribuidoras para abastecer as garagens, as empresas de ônibus também correm o risco de parar.

Nesta quarta-feira, o Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Sul Fluminense) encaminhou ofício às prefeituras de Volta Redonda e Barra Mansa sugerindo a suspensão das aulas na rede municipal, a fim de que possam contingenciar ainda mais a circulação dos ônibus.

Volta Redonda decidiu atender a sugestão, suspendendo as aulas na rede municipal desta quinta até o próximo sábado. As creches atenderão normalmente nesta quinta-feira, mas ainda não está definido se as unidades vão funcionar na sexta. Também está comprometido o abastecimento da merenda escolar.

Segundo a prefeitura, outros serviços públicos ser afetados. "No entanto, algumas ações administrativas foram adotadas para que todo o sistema de saúde pública não seja prejudicado. A Secretaria Municipal de Infraestrutura pede a colaboração para que o descarte do lixo nas residências seja feito de forma racional, pois há risco de que os caminhões da empresa responsável pelo recolhimento também fiquem desabastecidos", afirma o governo municipal em nota.

Barra Mansa também suspendeu as aulas por três dias - 24, 25 e 28 – em todas as 72 unidades escolares do município. Com isso cerca de 20 mil alunos e mais de três mil profissionais de educação serão afetados.

Além da questão dos ônibus, a secretaria também levou em conta a falta de alimentos para compor a merenda escolar. "Decidimos cancelar as aulas até segunda-feira para sabermos os desdobramentos da greve. Como não podemos prever o retorno de fornecimento de gêneros alimentícios, não poderíamos correr o risco de receber os alunos nas escolas sem alimentação para oferecer. Além disso, com o desabastecimento dos postos, os profissionais da educação e os ônibus que transportam os alunos encontram dificuldades para chegar até as escolas", explicou o secretário de Educação, Vantoil de Souza.

No final da tarde, a Secretaria de Educação de Porto Real também anuncoiu a suspensão das aulas na noite desta quarta e em todos os turnos na quinta e na sexta-feira. A secretaria aponta, entre outros motivos, as dificuldades para confecção de merenda escolar e o fato de que os profissionais que atuam nas escolas de Porto Real residirem em cidades vizinhas, tendo de se locomover pela Rodovia Presidente Dutra, que está sendo afetada pelo movimento de greve.

MAN dispensa trabalhadores

Em Resende, a MAN Latin America decidiu dispensar os trabalhadores da linha de produção nesta quinta-feira. O motivo é a falta de peças. Segundo comunicado interno da montadora de ônibus e caminhões, a compensação para estes trabalhadores será feita no dia 9 de junho. Os funcionários do turno administrativo vão trabalhar normalmente, segundo o comunicado.

Produtores de Santa Rita de Cássia param

Também nesta quarta-feira, agricultores de Santa Rita de Cássia, entre Barra Mansa e Volta Redonda, anunciaram a suspensão da entrega de hortaliças. O local é o maior produtor de folhosas do Sul do estado. A Associação de Produtores de Santa Rita de Cássia informou que a medida tem por objetivo resguardar a segurança dos motoristas responsáveis pelo transportes, devido à greve dos caminhoneiros.

Postos sem combustíveis e com filas

Caos começa a se instalar na região com greve dos caminhoneiros

Há postos de combustíveis já com os tanques secos desde a manhã desta quarta-feira em praticamente todas as cidades do Sul Fluminense. O temor de não ter gasolina, álcool e diesel levou milhares de motoristas aos postos desde cedo, formando filas.

Alguns estabelecimentos ficaram logo de manhã sem os produtos. Outros, que esperavam ter combustíveis suficientes para pelo menos até esta quinta-feira viram  o estoque zerar devido à procura.

Os proprietários de veículos se queixam dos preços praticados. Um posto às margens da Rodovia dos Metalúrgicos, no Jardim Tiradentes, cobrava R$ 5,07 pelo litro da gasolina, limitando o abastecimento a 10 litros por carro. Já uma consumidora informou ter pago R$ 5,10 pelo litro do mesmo produto no posto da Vila Santa Cecília, próximo à Passagem Superior da CSN. Em Resende, há informações de que postos estão cobrando até R$ 5,15 pelo produto.

Carreata de apoio

Ainda nesta quarta-feira, uma carreta de apoio aos caminhoneiros em greve foi realizada em Volta  Redonda. Motoristas se reuniram na Vila Santa Cecília, de onde partiram em apoio aos motoristas de caminhão estacionados ao longo da Via Dutra, em Barra Mansa. Muitos levaram até mantimentos e agasalhos para que eles possam manter a paralisação.

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