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Economia

Caminhoneiros recebem solidariedade da população

24/05/2018 09:32:31

Café, leite, pão, biscoitos, sopas e agasalhos. Os caminhoneiros em greve estacionados nas rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Lúcio Meira (BR-393), em Barra Mansa e Volta Redonda, respectivamente, estão recebendo a solidariedade da população. Os donativos estão sendo oferecidos também por outras categorias, como motoristas de táxi, de Uber e motociclistas, além de igrejas e pessoas que, por iniciativa própria, dedicaram as últimas horas dedicadas a recolher alimentos e agasalhos para eles.

No bairro Dom Bosco, onde cerca de 300 caminhões estão estacionados nos pátios dos postos de combustíveis e às margens da BR-393, o café da manhã de todos nesta terça-feira foi garantido com as doações. “Queremos agradecer muito a sociedade pelo apoio que estamos recebendo. Esta luta não é somente nossa”, disse o coordenador do movimento no local, Kim Costa. Ele é de Volta Redonda, tem 58 anos e 32 de profissão.

No quarto dia de paralisação, os profissionais das estradas aguardarão, mais uma vez, o desfecho de uma reunião marcada para 14 horas, em Brasília, entre autoridades do governo e representantes da categoria, na busca de um acordo que possa por fim à greve. “Não somos apenas nós que estamos clamando por melhores condições, é toda a população.  “Só vamos arredar o pé quando resolverem a situação. Chegamos a um ponto em que não dá mais”, acrescentou Costa.

Enquanto o desjejum era servido, o líder dos caminhoneiros na BR-393 em Volta Redonda disse que o preço do óleo diesel está consumindo o ganho da categoria. Ele também reclamou da multa pesada aplicada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) em caso de excesso de peso. Segundo Costa, os preços de todos os insumos subiram nos últimos anos, enquanto o valor do frete caiu. “Estamos correndo risco de vida, porque não conseguimos fazer manutenção adequada nos caminhões. E temos família para manter”, comentou. Ele citou como exemplo que um frete de Volta Redonda para Vitória, capital do Espírito Santo, saía por R$ 2,2 mil há quatro anos: “Hoje, para se fazer o mesmo trajeto, recebemos R$ 2 mil. O preço do diesel, os pedágios, estão levando todo o lucro da gente. Um pneu custa entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil. A minha carreta tem 12 pneus, fora os seis do cavalo. Como vou ter lucro para fazer manutenção e sustentar minha família? O governo tem que ver isso”.

Kim Costa disse que a situação econômica está levando a categoria a trabalhar sob elevado nível de estresse. Indagado se os caminhoneiros estão dispostos a manter a paralisação pelo tempo que for necessário, Costa respondeu: “Pergunta a qualquer a um deles se alguém quer sair daqui”.

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