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Política

Câmara de VR presta homenagem a Marielle Franco

15/03/2018 20:32:35

A Câmara de Volta Redonda prestou na sessão da noite desta quinta-feira uma homenagem à vereadora Marielle Franco (PSol), do Rio de Janeiro, assassinada a tiros na noite da quarta, na região central do Rio, junto com seu motorista. A homenagem, com um minuto de silêncio, foi proposta pela única mulher vereadora de Volta Redonda, Rosana Bergone (PRTB).

Ela ocupou a tribuna para condenar o ato de violência sofrido pela colega carioca, destacando o “carisma muito grande” de Marielle, e que a violência da qual ela foi vítima “não faça as mulheres desistirem de ter voz”.

A exemplo da vereadora carioca, Rosana Bergone é negra e está em seu primeiro mandato, sendo eleita com os votos de uma área da periferia da cidade. Ela ainda exibiu o vídeo de uma reportagem mostrando a trajetória de Marielle.

Antes da homenagem de Rosana, o vereador Fernando Martins (MDB) também já havia se pronunciado, classificando o ato de “grande covardia”.

Sepultamento no Rio

Câmara de VR presta homenagem a Marielle Franco

O corpo de Marielle Franco foi sepultado no fim da tarde desta quinta-feira sob aplausos, protestos e homenagens de parentes, amigos e líderes políticos, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Previsto inicialmente para as 16 horas, o enterro só foi realizado por volta das 18 horas.

Na cerimônia religiosa que antecedeu o sepultamento, o celebrante manifestou indignação. “É matança de pobre, é matança de negro, matança de quem luta”, disse o padre.

Repetidas vezes, o nome de Marielle era gritado por um, e todos respondiam: “presente”. Como o velório tinha sido à tarde, na Câmara Municipal, a cerimônia no cemitério foi rápida, e a imprensa não teve acesso à parte final.

Execução

Marielle foi assassinada com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar estava no banco de trás do carro, quando o veículo dos criminosos emparelhou com o dela. Eles atiraram nove vezes. Anderson Gomes, que trabalhava como motorista para o aplicativo Uber e prestava serviços eventuais para Marielle, também morreu no ataque. Uma assessora que estava no carro sobreviveu ao ataque.

A vereadora cresceu no Complexo da Maré e era defensora dos direitos humanos, autora de frequentes denúncias de violações de direitos de negros, moradores de favela, mulheres e pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

O crime teve repercussão internacional por causa da militância da vereadora, que era socióloga. Diversas organizações cobram a elucidação do caso e a punição dos culpados.

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