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Política

Câmara de VR espera devolver recursos à prefeitura no fim do ano

03/07/2017 19:14:24

O presidente da Câmara de Volta Redonda Sidney Dinho (PEN) afirmou nesta segunda-feira que, apesar de ainda não ser possível projetar um valor, espera devolver aos cofres do município algum valor do que é repassado mensalmente ao Legislativo para o custeio das despesas. A previsão foi feita durante uma coletiva de imprensa no salão nobre da Casa, em que o vereador fez um balanço administrativo do primeiro semestre do ano.

- Ainda não sei quanto, mas acredito que ao final do ano poderemos fazer alguma devolução – disse o presidente.

Na conversa com os jornalistas, ele fez um resumo das medidas tomadas para conter as despesas na Câmara, conseguindo reduzir, por exemplo, em cerca de 10% a folha de pagamentos, que em dezembro de 2016 foi de R$ 1,8 milhão. “Fizemos ajustes seguindo recomendações do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que vinham ao encontro do que já estávamos nos propondo fazer”, afirmou, garantindo que praticamente todos os pagamentos da Casa estão em dia.

Ele também citou como exemplo o pagamento de uma dívida de R$ 280 mil que a Câmara tinha com servidores exonerados da legislatura passada e que reduziu em quase a metade a dívida de R$ 174 mil relacionada a benefícios de efetivos: “Acredito que até o final do ano pago o restante”.

No balanço, Dinho citou também a realização de pregões para a compra de insumos para a Câmara. Segundo ele, nesta modalidade foram economizados R$ 82 mil em relação aos R$ 597 mil previstos inicialmente. O presidente citou ainda o fato de, com o dinheiro economizado de despesas com carros que exigiam manutenção constante, ter sido possível adquirir quatro novos veículos para o Legislativo. Ele ressaltou que, quando assumiu, a Câmara tinha uma frota de 26 veículos, que ele reduziu para 22, pois considera o ideal: “Um para cada gabinete e mais um para a Direção Geral”. Da mesma forma, ele previu que, neste segundo semestre, será possível trocar mais dois carros.

Fazendo questão de elogiar os chefes de departamento da Câmara, o presidente contou que, ao assumir a presidência, teve uma reunião com eles e pediu para que o ajudassem a não errar. Explicou: como policial militar (hoje reformado), já tinha chefiado “equipes na rua”, mas nunca havia experimentado ser ordenador de despesas “E foi isso o que todos fizeram”, elogiou, pedindo, ao final da coletiva, uma foto com os servidores.

Dinho também agradeceu os demais componentes da Mesa Diretora – Paulo Conrado (PRTB), Francisco Novais (PP), Pastor Washington (PRB) e Fábio Bochecha (PTB). “Pude contar com o apoio deles nas decisões e atitudes tomadas”, registrou.

Câmara de VR espera devolver recursos à prefeito no fim do ano

O presidente da Câmara afirmou que, no segundo semestre, um dos focos de sua administração será, além de uma reforma da parte externa do prédio, outra quye será realizada no plenário, que, segundo ele, terá suas características preservadas, “mas ganhará um toque de modernidade”.

Ainda na parte administrativa, Dinho admitiu que não sabe se terá tempo para realizar novos concursos para o Legislativo: “Não temos quantitativo de pessoal para atender todas as necessidades, mas não sei se será possível fazer um concurso em seis meses”. Para ele, a Câmara poderá até economizar se criar e preencher através de concursos alguns cargos, como de eletrotécnico.

Parte política

Em seu segundo mandato e pela primeira vez na Presidência da Câmara, Dinho chamou a atenção por não abrir mão de suas posições e da defesa da Casa, como fez nas duas vezes em que ocupou a tribuna para defender o que considerou tentativas de ingerência do Poder Executivo. Ao mesmo tempo, no exercício do cargo demonstrou uma preocupação permanente com a harmonia entre os parlamentares, respeitando a posição individual de cada um.

Foi ele um dos que mais trabalharam pela reaproximação de Paulinho do Raio-X (PMDB) e Neném (PSB), que se estranharam no plenário, a ponto de o segundo entrar com um pedido de cassação do primeiro por quebra de decoro. Recentemente, antes do recesso, os dois fumaram o cachimbo da paz, o pedido de Neném foi retirado e pedidos de desculpas de ambos os lados foram feitos no plenário.

- As divergências fazem parte da política, mas o respeito vem em primeiro lugar. Quero ser o elo de conciliação, não de desagregação. Não quero ver o circo pegar fogo – afirmou.

Ele também salientou que todas as contas do ex-prefeitoAntônio Francisco Neto que se encontravam na Casa aguardando votação após pareceres do TCE foram votas, conforme ele garantiu que ocorreria, ao assumir o cargo de presidente. "Só faltam as contas de 2015, que ainda estão tramitando nas comissões", explicou.

Confirmando que pretende disputar a eleição de deputado estadual em 2018, Dinho salientou que, no primeiro semestre, os vereadores deram “amplas demonstrações de que estão dispostos a ajudar o Executivo a construir uma cidade melhor”.

Ele comentou ainda que vê o prefeito Samuca Silva se esforçando para fazer o melhor pela cidade e se esquivou de dar nota à administração municipal. Disse também acreditar que os temores do chefe do Executivo com relação aos pagamentos de fim de ano na prefeitura não devem se confirmar e que, por isso, acredita que o Legislativo também não será afetado.

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