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Cidades

Câmara cria comissão para apurar riscos e impactos do pátio de escória da CSN

25/06/2018 10:51:25

A Comissão Parlamentar Especial, instalada na Câmara Municipal para averiguar o risco de deslizamento de uma pilha gigante de escória, estocada a céu aberto no bairro Brasilândia, em Volta Redonda, deve iniciar os trabalhos de apuração nos próximos dias. As ações do grupo, formado pelos vereadores Rodrigo Furtado (presidente), Edson Quinto (relator) e Jari Simão (membro), acontecerão em paralelo à investigação promovida, em sigilo, pelo Ministério Público Federal. A comissão ainda pretende apurar os possíveis responsáveis e impactos causados à população.

Segundo dados, pelo menos 15 mil moradores sofrem com a poluição e com o risco de iminente de contaminação. Problemas respiratórios e alérgicos são comuns, principalmente entre pessoas residentes em bairros próximos à pilha de escória, como Santo Agostinho, Volta Grande e Caieira, entre outros.

Como presidente da comissão, o vereador Rodrigo Furtado afirmou que a situação deve ser apurada e que providências resolutivas devem ser cobradas dos responsáveis.

- Vamos continuar fiscalizando e trabalhando para que o pátio de escória desapareça da paisagem da nossa cidade. O lucro de empresas não pode sobrepor à saúde da população. Centenas de pessoas já estão convivendo com as consequências negativas desta situação absurda – frisou.

Câmara cria comissão para apurar riscos e impactos do pátio de escória da CSN

Fazer um levantamento criterioso de todas as informações é o primeiro passo a ser realizado pelo grupo de trabalho, segundo Rodrigo. O parlamentar explicou que esta primeira fase é essencial para direcionar os rumos que serão adotados.

- Nosso objetivo é trabalhar para que a população não seja prejudicada. Essa é nossa maior preocupação. O meio ambiente deve ser preservado para as gerações futuras e, para que isso aconteça, a mudança de postura deve acontecer agora - frisou.

Medida do Inea

A questão do pátio de escória da CSN na Brasilândia veio à tona com uma reportagem do jornal carioca O Dia, revelando denúncia feito pela ONG Associação Homens do Mar (Ahomar) ao Ministério Público Federal em Volta Redonda, alertando para um iminente desastre ambiental na região, já que o material, contendo supostamente resquícios de metais pesados, como chumbo, cádmio, cal virgem níquel e cromo, está a menos de 50 metros (o mínimo teria que se de 100 metros, por lei) do Rio Paraíba do Sul. O manancial é responsável por 80% do abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Na semana passada, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marcus Lima, reveliu ter notificado a CSN e a Harsco Metals, para que reduzam a pilha de escória, depois que técnicos do órgão estiveram em Volta Redonda e constataram que o monte de rejeitos já alcançou mais de 20 metros de altura, cinco vezes mais que o recomendado. (Fotos: Reprodução / Diário do Vale e Divulgação)

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