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Política

Câmara aprova criação de CPI para apurar suspeitas sobre vereadores

09/03/2020 20:38:05

A Câmara de Volta Redonda, como era de se esperar, repercutiu na sessão da noite desta segunda-feira, a prisão do vereador Paulinho do Raio-X (MDB), no último sábado. O parlamentar, suspeito de tentar extorquir o prefeito Samuca Silva, foi solto na manhã desta segunda, a partir de um habeas corpus concedido por um desembargador do Tribunal de Justiça.

O clima na sessão, após a participação do secretário de Saúde, Alfredo Peixoto – que atendeu a uma convocação para falar sobre questões relacionadas à sua pasta – era de visível incômodo dos parlamentares pelo fato de o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil afirmarem, com base no que foi apurado, que outros dois vereadores estariam envolvidos, mas não divulgou nomes alegando que estavam ambos estavam sendo investigados.

Conforme havia anunciado, Rodrigo Furtado (PTC), protocolou requerimento pedindo a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). O requerimento foi aprovado por unanimidade, mas dependerá ainda da votação de um projeto de resolução para que os integrantes da comissão sejam sorteados e a CPI possa começar a trabalhar. “Não será um tribunal de inquisição, mas torna-se imprescindível a apuração do caso pela Câmara”, disse Furtado.

A sessão contou com a presença de 20 dos 21 vereadores, já que Paulinho do Raxio-X está, por ordem do mesmo desembargador, afastado da função.

A partir do momento em que foi lido o requerimento, o primeiro a se manifestar foi Pastor Washington (PRB). Ele deu o tom do constrangimento que os parlamentares estão enfrentando sobre as especulações de quem seriam os outros dois parlamentares.

“Tem que colocar em pratos limpos. A sociedade quer saber e a CPI vai ter que esclarecer quem são os outros dois”, afirmou o parlamentar. “Enquanto não esclarecer, esta Casa toda estará sendo chacoteada”, prosseguiu.

Dinho (Patriota) foi outro que se pronunciou. Ele disse que, diante do que foi divulgado – de que os supostos parceiros de Paulinho no caso estariam entre os oito que votaram pela aceitação do requerimento de impeachment (ou seja, votaram contra o prefeito Samuca Silva), formulado por Carlinhos Santana (Solidariedade) – todos estes parlamentares foram colocados sob suspeita. Ele sugeriu que nenhum destes oito sejam membros da CPI, a fim de que haja imparcialidade.

Depois de ler trechos da decisão do desembargador, que contestou a forma como se deu não só a prisão em flagrante, mas também a decretação da prisão preventiva, Dinho também ressaltou que “a população precisa saber “quem são, se é que existem”.

- O fim de semana foi horrível para quem é vereador em Volta Redonda – afirmou Dinho sobre as especulações dos supostamente envolvidos.

Outro que comentou o caso foi o vereador Washington Granato (PTC). Ele atacou o prefeito Samuca Silva, que foi quem fez a denúncia ao MPRJ quando, segundo ele, foi procurado para que a votação do requerimento do impeachment fosse negociada em dinheiro. Na opinião de Granato, o prefeito deu um “um tiro no pé”, comentando que os fatos estariam se voltando contra o chefe do Executivo.

“Ele está querendo colocar o povo contra a Câmara. Foi um flagrante armado e o prefeito colocou todos os outros na mesma panela e meteu fogo”, disse. Em seguida, Granato deu a entender que a denúncia de Samuca teria como pano de fundo a eleição para prefeito este ano: “Ele não tem moral suficiente para fazer um governo de excelência”.

 do requerimento do impeachment, Carlinhos Santana (que não votou por ser o autor do pedido) avaliou que Paulinho foi vítima “de uma sacanagem de uma pessoa ardilosa, que não pensa em família, mas só em poder”. Ele fez tal afirmação depois de mencionar o abalo que o caso causou na família de Paulinho.

O presidente da Câmara, Neném (PSB), disse que votaria a favor da instalação da CPI, lamentando o fato. Para ele, “se houve maldade do prefeito para tentar atingir esta Casa, que ele seja responsabilizado”. Disse também enxergar “armação” no episódio e que os nomes dos outros dois parlamentares supostamente envolvidos não foram divulgados porque “não há provas”.

Jari (PBB) usava da tribuna para falar do assunto no momento desta publicação.

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