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Política

Baltazar defende que PSD chegue à convenção com candidato definido

28/07/2020 18:19:42

O ex-prefeito Paulo Baltazar defende que o PSD de Volta Redonda defina “o mais breve possível”, o seu candidato para a disputa pelo Palácio 17 de Julho. E que a convenção do partido se realize com um pré-candidato único. As convenções partidárias serão realizada entre 31 de agosto e 16 de setembro.

Já declarado pré-candidato, ele considera importante a definição para que o partido possa, principalmente, buscar alianças e apresentar um plano de governo para a sociedade. Além de Baltazar, o ex-secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, e o vereador Maurício Pessôa também tiveram os nomes cogitados para a disputa.

Também ex-vereador e ex-deputado federal, Baltazar disse nesta terça-feira (28) ao FOCO REGIONAL que se apresenta como pré-candidato porque tem convicção de que a crise gerada pela pandemia de coronavírus vai exigir experiência dos prefeitos para lidar com a situação. Neste sentido, ele recorre ao período em que governou Volta Redonda (1993-1996) em outra situação de crise, como classifica o período em que ocorreu a privatização da CSN.

“A cidade me deu oportunidade de ser prefeito na crise da privatização. E aumentamos a receita em 400%. Nosso governo foi considerado o melhor do estado do Rio de Janeiro”, lembrou, referindo-se a uma pesquisa publicada à época pelo extinto Jornal do Brasil. “É possível vencer também a crise do coronavírus”, afirmou.

CENÁRIO – Para o ex-prefeito, o cenário eleitoral ainda não está definido, diante da incerteza se o prefeito Samuca Silva será ou não candidato (ele anunciou em junho que não concorreria à reeleição, mas já sinaliza que poderá concorrer) e também se o ex-prefeito Antônio Francisco Neto, hoje inelegível por ter tido contas reprovadas pela Câmara Municipal, conseguirá registrar a candidatura.

Por sinal, uma possível desistência de Samuca gerou especulações de que Baltazar seria o candidato apoiado pelo atual prefeito, algo que o pré-candidato nega. “Não serei candidato de um grupo de pessoas nem de governo. Respeito todos os governos, inclusive de adversários meus. Mas, se for candidato, serei com liberdade para poder propor e discutir mudanças com a sociedade”, enfatizou, acrescentando que o atual prefeito tem todo o direito de defender seu legado ou lançar um candidato que o faça: “Quem vai julgar é a população”.

Quanto a Neto, Baltazar disse não saber “qual coelho ele tem na cartola” [para conseguir registrar a candidatura] e que a presença dos dois ou de um deles na disputa mexe com o tabuleiro. “Assim como todos os pré-candidatos já declarados, são duas pessoas que têm peso político na eleição, mas um peso maior porque um já foi e o outro está prefeito. Com eles o cenário é um, se não estiverem é outro. Hoje, o quadro ainda está bem indefinido”.

De algo o ex-prefeito diz não ter dúvidas: o próximo prefeito vai ter que administrar Volta Redonda com um olhar muito diferenciado. “Diante da crise gerada pela pandemia, quem for governar olhando para trás vai ser engolido”, aposta.

REJEIÇÃO – Baltazar é visto no meio político sempre como um nome forte na corrida ao Palácio 17 de Julho, mas com rejeição alta. Quem faz este diagnóstico lembra a eleição de 2016, quando ele chegou ao segundo turno, mas perdeu a disputa para Samuca, que pela primeira vez disputou o cargo. O pré-candidato do PSD, por seu lado, assegura que dispõe de pesquisas que não indicam isso.

“Hoje, não sou o que tenho maior rejeição. Não vou citar nomes porque seria indelicado, mas não sou eu. Trabalho com pesquisas e as atuais não indicam isso”, rebateu.

Baltazar não disse, mas deu a entender que boa parte da rejeição a ele atribuída se deve ao caso do escândalo das ambulâncias. “Já fui investigado e absolvido pela Justiça nos dois processos, por absoluta falta de provas. Mas é claro que isso foi explorado por meus opositores e em um momento causou rejeição. Mas não devo, não temo e não tremo”, disse, alfinetando o ex-prefeito Neto sobre as contas: “Tenho adversário que foram condenados, não foram absolvidos”.

Ao falar sobre a possível confirmação de seu nome pelo PSD, o ex-prefeito tornou a defender que a convenção se dê antes do final de agosto para que a estratégia da campanha possa ser traçada. Sinalizou, por exemplo, que, se depender de seu ponto de vista pessoal, a chapa deve ser composta por uma mulher (como ocorreu quando foi eleito, em 1992), a partir de uma discussão que fortaleça a candidatura do partido. (Foto: Divulgação)

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