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Cidades

Audiência pública sobre escória mantém divergência

13/07/2018 12:38:35

A audiência pública realizada na noite da quinta-feira na Câmara de Volta Redonda para discutir o depósito de escória da produção siderúrgica da CSN, no bairro Brasilândia, foi marcada pelas posições já conhecidas: a companhia sustenta que a montanha de escória – operada pela Harsco Metals – não oferece risco à população ou ao meio ambiente. Já deputados, vereadores e ambientalistas reafirmaram a preocupação de que tanto os moradores ou o meio ambiente estejam sendo afetados.

A audiência foi conduzida pelo presidente da Câmara, Washington Granato (PTC). Convocada pela Comissão Especial da Casa composta por Rodrigo Furtado, (PTC), Edson Quinto (PR) e Jari (PSB), a audiência teve a presença dos deputados estaduais Dr. Julianelli (PSB) e Lucinha (PSDB), membros da Comissão Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e da procuradora da República, Marcela Harumi. A CSN foi representada pelo advogado Fernando Cardoso.

A preocupação com o depósito veio à tona no mês passado, depois que foi revelada a denúncia feita ao Ministério Público Federal por uma ONG do Rio de Janeiro, alertando para o risco de desabastecimento de água da população da capital pela proximidade do descarte com o Rio Paraíba do Sul.

Na semana passada, Julianelli e Lucinha visitaram o depósito. Eles chegaram a falar na instalação de uma CPI para apurar a situação do depósito e ratificaram na audiência a intenção de adotar a medida, reclamando que tanto as CSN quanto a Harsco não deram – durante a visita – as informações solicitadas. Os parlamentares ainda criticaram a ausência do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) no evento na Câmara, para o qual foi convidado.

O Ministério Público Federal também considera que a visita ao depósito constatou risco e que avalia medidas para responsabilizar a CSN, a Harsco e o Inea, através de uma Ação Civil Pública. De imediato, a procuradora informou que se reunirá com a CSN e a Harsco e que cobrará que as empresas informem a quantidade de escória que entra e sai do depósito diariamente. O MPF também quer a apresentação de informações sobre os produtos que compõem a escória e avaliem a umidificação da pilha de pó preto, para evitar expansão de poeira, além de um plano geral de controle e monitoramento da poluição, entre outros pontos.

Audiência pública sobre escória mantém divergência

- Salvo os discursos meramente políticos, valeram os questionamentos que a população fez às autoridades – avaliou ao final o represente do MEP (Movimento Ética na Política), José Maria da Silva, o Zezinho.

A audiência teve ainda a participação de moradores dos bairros que ficam no entorno do depósito, como Volta Grande IV, representado por Leonardo Nogueira. De uma maneira geral, eles contestaram a tese da CSN e da Harsco de que o depósito é inerte e não chega a ameaçar nem mesmo o Rio Paraíba do Sul, que, está segundo as autoridades, a menos de 50 metros de distância.

Pré-candidato a deputado federal, Carlos Conrado fez uma afirmação, ao usar a palavra, que chamou a atenção, ao cobrar transparência das empresas com o assunto. Depois de citar casos de moradores de bairros da cidade que estão reclamando da poluição na cidade gerada pela CSN, ele que não haja “uma tentativa de empurrar a poeira, ou melhor, o pó preto para debaixo do tapete”. (Fotos: José Roberto Mendonça)

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