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Saúde

Audiência pública discute situação de pacientes renais de VR

11/12/2017 21:33:08

Todas as terças, quintas e sábados, o menino Gustavo, de 10 anos, morador de Volta Redonda, tem que deslocar até Botafogo, no Rio, para um compromisso inadiável: enfrentar sessões de hemodiálise numa clínica, ao mesmo tempo em que sonha com um transplante de rim. A situação do garoto não é única. Na mesma situação estão outros 140 pacientes de Volta Redonda que, por falta de uma unidade que atenda pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são obrigadas a viajar para outras cidades para se submeter à hemodiálise.

A questão foi tema, nesta segunda-feira, de uma audiência pública realizada na Câmara de Volta Redonda, por iniciativa do vereador Edson Quinto. “Só sabe do sofrimento quem passa do por isso”, disse o parlamentar na abertura do evento, que reuniu cerca de 80 pessoas e teve a participação do secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, e o coordenador médico da secretaria, Rafael Galvão.

Na audiência, o tema predominante foi a clínica instalada em Volta Redonda, um investimento particular concluído no ano passado, mas que até hoje não entrou em funcionamento porque, como haverá atendimento de pacientes renais do SUS, aguarda autorização do Ministério da Saúde para abrir as portas. Segundo o secretário, é necessário o ministro da Saúde Ricardo Barros assinar a dotação orçamentária, no valor de R$ 8 milhões, para que isso aconteça.

- Nós temos a impressão, mas por enquanto é impressão mesmo, de que até o final do ano esta autorização vai sair – informou Alfredo ao público.

Segundo ele, o governo municipal vem fazendo seguidas gestões em Brasília para que o entrave seja resolvido o mais breve possível, sendo que todos os entraves que dependiam do município já foram sanados.

De acordo com ele, ao esclarecer dúvida de uma mulher que estava na plateia, mesmo sendo a regulação do atendimento feita pela Secretaria estadual de Saúde, a abertura da clínica vai possibilitar o atendimento de todos os pacientes de Volta Redonda, uma vez que a oferta pelo SUS será maior do que o número de pessoas que atualmente fazem as sessões fora da cidade.

Audiência pública discute situação de pacientes renais de VR

Outra notícia dada pelo secretário é que a prefeitura vai disputar, nesta terça-feira, o leilão do Hospital Santa Margarida. A agonia dos pacientes renais da cidade começou quando a Vigilância Sanitária fechou o setor de hemodiálise do hospital, há vários anos, sendo que a unidade médica acabou fechando. O hospital conta com 200 leitos e 16 máquinas de hemodiálise que, garantiu Alfredo, não estão obsoletas. Ele lembrou que, além de reativar o setor de hemodiálise, o governo quer desafogar os hospitais São João Batista e Retiro, motivo que levou a prefeitura a alugar as instalações da fechada Clínica São Camilo, na Vila Santa Cecília, que está em obras para receber o Hospital do Idoso, com previsão de abertura antes do Natal.

- O plano do governo é concentrar os pacientes mais agudos no Santa Margarida – resumiu. Antes da audiência, ele garantiu que os custos da saúde com dois novos hospitais não seriam afetados significativamente, já que o atendimento hoje concentrado em apenas dois hospitais será descentralizado, proporcionando melhores condições aos pacientes.

Na audiência pública, o único da plateia a usar o microfone foi José Rozendo da Silva. Pai de Gustavo. Ele se queixou que não consegue fazer com que o filho faça a hemodiálise em Volta Redonda, o que afeta até sua presença na escola e já o fez perder exames para o transplante de rim. Alfredo explicou, no entanto, que o caso do menino se deve à necessidade que tem o paciente de ter o acompanhamento de um nefrologista infantil, motivo pelo qual ele é levado ao Rio.

Além de Gustavo, fazem hemodiálise fora de Volta Redonda nove pessoas em Barra Mansa, 61 em barra do Piraí, 14 em Angra dos Reis, 19 em Japeri, 12 em Valença, 12 em Resende e quatro em Vassouras. Outras 47 fazem as sessões numa clínica particular em Volta Redonda.

- Volta Redonda é uma referência em várias especialidades médicas, mas tem este gargalo para resolver – resumiu o médico Rafael Galvão.

Além do autor do requerimento, participaram da audiência os vereadores Paulo Conrado, Rosana Bergone e Paulinho do Raio-X.

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