sexta-feira, 21 julho 2017
Fale Conosco | (24)3343-5229

Especiais

Artigo: Arco das Centralidades e o Dia de Bike ao Trabalho

12/05/2017 16:12:53

Por Aída Cardoso

O coletivo Massa Crítica, que está se tornando uma associação regional de representação da mobilidade ativa chamada “Ciclo:vias”, emitiu uma nota de explicação sobre o motivo da abstenção à comemoração, exclusivamente em Volta Redonda, do Dia de Bike ao Trabalho.

Em nota relatam que em 2014 inúmeros ciclistas, pertencentes a clubes ou não, se uniram para entrar com uma ação no Ministério Público Federal (MPF), através de um abaixo assinado, plantas dos projetos e planilhas, para tentar impedir o andamento irregular de um "pacote de projetos" denominado no governo Antônio Francisco Neto de Arco da Centralidade. Esta ação tramita até os dias de hoje.

Neste pacote estão incluídos 18 km de ciclovias oriundos dos 35 km que estão projetados e nunca foram implantados desde 2008, mas foram fracionados sem motivo claro. Para a surpresa do grupo, o evento que visa conscientizar o deslocamento diário ao trabalho de bicicleta foi escolhido justamente em um destes locais questionados no pacote do Arco da Centralidade e no MPF.

O coletivo relatou: "O projeto da ciclovia na Rua 535, aonde ocorrerá o evento, está incluída no Arco da Centralidade e consequentemente está na ação do MPF. Entendemos ser incoerente incentivar qualquer ação contrária às recomendações do MPF, que pede prioridade à discussão do Plano de Mobilidade Urbana com participação efetiva da sociedade (leia-se, não de um grupo específico A ou B que se reune com a Suser e etc). Não entendemos como um grupo de ciclistas, que participou da ação junto ao MPF através do abaixo assinado, solicitando impedimento do Arco da Centralidade, não entender a conexão dos fatos, mas respeitamos e optamos por nos abster do evento".

O presidente da “Ciclo:vias”, José Adal, destaca: "Nós estamos defendendo o acesso seguro tanto ao ciclista, como cadeirante e skatista, aos pontos mais críticos da cidade, ou seja, onde há maior movimento como as áreas comerciais. Não somos contra a iniciativa do Dia de Bike ao Trabalho, mas nos colocar em vias afastadas ou às margens destes locais será apenas um paliativo, queremos uma solução efetiva com acesso democrático à todos".

Nosso questionamento não acabou com o término do governo Neto, pois não se trata do problema com uma pessoa física e sim um movimento em busca uma política pública consistente em defesa da mobilidade inclusiva e abrangente, independente de qual governo esteja no poder.

Aída Cardoso é diretora executiva da Ciclo:vias

+ Lidas

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional

Tempo Real

15:45 Cidades