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Esporte

Arthur Vinícius é sepultado em Volta Redonda

09/02/2019 17:29:12

Com a presença do governador Wilson Witzel e do prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, foi sepultado na tarde deste sábado no Portal da Saudade o corpo do zagueiro Arthur Vinícius, do Flamengo, uma das vítimas fatais do incêndio ocorrido no Centro de Treinamento do clube, na madrugada da sexta-feira. Arthur completaria neste sábado 15 anos de idade.

O corpo chegou a Volta Redonda por volta das 14 horas. Ele foi a primeira das dez vítimas da tragédia a ser sepultada. O cemitério ficou lotado.  Funcionários calcularam em cerca de 600 o número de pessoas no sepultamento. Muitas vestiam a camisa do Flamengo. Sem espaço para estacionamento, muitos deixaram o carro no estacionamento de um shopping nas proximidades.

O clima foi de comoção. Quando o corpo desceu à sepultura, os presentes se despediram com aplausos. O hino do Flamengo e o Parabéns Pra Você foram cantados.

A mãe, Marília de Barros Silva, estava inconsolável, mas, ao mesmo tempo em que era amparada, também amparou amigos do filho que se mostravam inconsoláveis. Ela ouviu palavras de conforto tanto do governador quanto do prefeito. “O que me consola é que ele amava o que fazia. Chorei demais quando deixei ele sozinho, numa cidade grande e perigosa. Mas era o sonho da vida dele e respeitei”, disse a mãe.

O governador Wilson Witzel veio a Volta Redonda participar da inauguração da Arena Esportiva do bairro Voldac. Depois de almoçar na casa do ex-prefeito Gothardo Neto, ele decidiu permanecer na cidade para comparecer ao velório, onde permaneceu por cerca de dez minutos. Witzel sugeriu que a arena leve o nome do jovem atleta de Volta Redonda.

Athur havia retornado para o Rio no início da semana depois de passar o mês de janeiro na casa da família, na Rua 1.054, no bairro Volta Grande I. O mês que passou na cidade não foi só de alegrias. No dia 20 de janeiro, um tio de Arthur morreu em um acidente de moto. Em dezembro de 2009, o pai dele, conhecido como “Funeca”, foi assassinado enquanto carregava o filho nos braços.

- É muito duro. Está sendo difícil e ainda vai ser muito difícil. Perdemos um garoto com todo futuro pela frente, estupidamente. É uma dor muito grande mesmo - lamentou Anderson Freitas Pereira, o Andinho, de 48 anos, tio de Arthur que, na década de 1980, jogou pelo Voltaço.

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