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Internacional

Argentina prorroga isolamento até 7 de junho e aumenta rigor em Buenos Aires

Presidente: ‘Medida durará o tempo necessário para impedir a morte dos argentino’

24/05/2020 10:14:26

O presidente Alberto Fernández anunciou na noite do sábado que o isolamento social na Argentina será estendido pelo menos até 7 de junho. "A quarentena durará o tempo necessário para impedir a morte dos argentinos", disse ele. Ao mesmo tempo, afirmou que a população não deve ficar alarmada com os casos, já que "faz parte do que esperamos que aconteça".

Em 10 das 23 regiões do país já há flexibilização das medidas, pois não há contágio detectado há uma semana. Nesses locais, a atividade comercial e industrial foi retomada parcialmente.

O cenário contrasta com a capital e seu entorno, onde o "lockdown" é mais duro. Com 40% dos argentinos morando na Grande Buenos Aires, a região viu um aumento de 100% nos casos em uma semana.

Fernández afirmou que o crescimento era esperado, uma vez que a pandemia "chegou aos bairros populares, onde há mais concentração de gente e menos recursos para realizar o isolamento". Por conta disso, em vez de flexibilização, a região conhecida como Amba (Área Metropolitana de Buenos Aires) terá ainda mais restrições.

Uma das medidas que serão tomadas a partir da próxima semana é a criação de um novo sistema de autorizações para circular na cidade. Só poderão se afastar mais de 500 m de suas residências os considerados de atividades essenciais, como trabalhadores das áreas de saúde, alimentação e combustível, além de políticos, diplomatas e jornalistas.

Para se deslocar, será necessário pedir permissão ao governo, por meio da internet, e esperar receber um QR code, que deverá ser apresentado a policiais no transporte público. Já o sistema de checagem de febre e outros sintomas da Covid-19 será ampliado nas estações de trem. 

O presidente enfatizou que na grande maioria do país a pandemia está sendo controlada. O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, observou que "a quarentena salvou vidas" no país e rejeitou os ataques ao isolamento social, preventivo e obrigatório estabelecido desde 20 de março passado. "Quem pode se apaixonar pela quarentena? Viemos manter a província e a Argentina em pé", enfatizou. Kicillof deixou claro: "Não estou preocupado que digam que somos duros". (Foto: Divulgação / Argentina)

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