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Polícia

Apreensão de cocaína aumenta 321% nas estradas do RJ durante a pandemia

18/10/2020 09:56:38

Levantamento da Polícia Rodoviária Federal, publicado neste domingo pelo jornal Extra, aponta que a apreensão de cocaína nas estradas federais do Rio durante a pandemia do novo coronavírus – de 13 de março até a semana passada – aumentou 321% em comparação com o mesmo período do ano passado. O total chega a 1.295 quilos do entorpecente, contra 307 quilos em 2019. Já a apreensão de maconha caiu 25% no mesmo período, mas, mesmo assim, o volume impressiona: foram 11.941 quilos. Os dados foram obtidos, segundo a publicação, através da Lei de Acesso à Informação, e apontam que, em 20 meses – de janeiro de 2019 a agosto de 2020 - a PRF e a Polícia Federal apreenderam, juntas, mais de 40 toneladas de drogas nas rodovias federais do Rio. A média é de meia tonelada de entorpecentes apreendida por semana.

A apreensão da maior parte deste volume foi na Via Dutra: 23,9 toneladas de maconha e 510,6 quilos de cocaína. A BR-040 (Rio-Juiz de Fora) aparece em segundo, com 5,3 toneladas e 100,8 quilos. A BR-393 (Rodovia Lúcio Meira) está em sexto no ranking das rodovias em apreensão de drogas, com 55 quilos de maconha e 84,7 de cocaína.

Num ranking de cidades, Seropédica, Piraí e Barra Mansa lideram em apreensão de maconha, enquanto Barra do Piraí está em primeiro onde aconteceram as apreensões de cocaína.

Ao jornal carioca, o chefe de Operações da PRF explica que o aumento das apreensões está relacionado ao investimento em estratégias de inteligência, que aumentaram a eficácia das abordagens a veículos. Segundo Silva, a Dutra é a principal via utilizada por traficantes para entrar com drogas no estado, por ligar Rio e São Paulo a estados do Sul do país, na divisa com países da América do Sul. Para tentar driblar a polícia, no entanto, criminosos têm utilizado outras vias. 

“A PRF verificou que, para tentar dificultar a fiscalização, as quadrilhas tendem a variar as rotas, então, utilizam vias como a BR-040 ou a BR-101, antiga Rio-São Paulo. As apreensões têm aumentado nesses corredores”, explica.

Já o delegado de Polícia Federal Bruno Tavares Simões, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) no estado, disse que a apreensão de drogas impõe prejuízos econômicos às quadrilhas, mas não é suficiente para desarticular o crime. “A simples apreensão de drogas não tem o condão de desmontar a organização criminosa, o que só reforça a necessidade de serem envidados esforços para enfraquecer o braço financeiro das facções criminosas e o isolamento de lideranças do crime”. (Foto: Arquivo)

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