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Cidades

Após a retomada do Ressaquinha, CSN agora quer Náutico e outros clubes

19/08/2017 11:32:02

Depois de promover judicialmente a reintegração de posse da área do Clube Ressaquinha, tradicional espaço de esporte e lazer no bairro Barreira Cravo, a CSN continua sua cruzada na Justiça para incorporar de vez ao seu patrimônio outras áreas de Volta Redonda.

Ações que há anos tramitam no Poder Judiciário entraram em fase de sentença. Os alvos da vez são as terras que há décadas abrigam os clubes Náutico, Umuarama, Laranjal e Aero Clube.  As informações foram publicadas na edição desta semana do jornal Folha do Aço.

A publicação lembra que a discussão se arrasta desde a privatização da siderúrgica, em 1993. O empresário Benjamin Steinbruch arrematou por R$ 1,2 bilhão a Usina Presidente Vargas (UPV) e de quebra levou mais de 147 áreas, além de imóveis, todos desapropriados em favor da empresa no período da construção da fábrica, em 1941. A incorporação do patrimônio virou disputa de arrastados processos judiciais.

A movimentação mais recente é a da retomada do Náutico, no bairro Nossa Senhora das Graças. A ação do clube fundado em 26 de abril de 1948 (69 anos), tramita na 5ª Vara Cível de Volta Redonda e teve novidades na última quinta-feira. De acordo com o site do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o processo entrou na fase de “produção de prova pericial para avaliação do valor locatício do período apontado na petição inicial”.

O presidente do Náutico, Toninho Orestes, antecipou que, no caso de uma decisão desfavorável em primeira instância, pretende recorrer. “A situação financeira do Náutico é muito difícil. Temos despesas imensas e empregamos diretamente mais de 20 pessoas”, afirmou. Orestes adiantou também que a agremiação não tem “nenhuma condição, nos dias de hoje, de pagar aluguel”. Ainda não há data para a decisão do caso.

Há alguns, a CSN acabou com outras importantes áreas de esporte e lazer de Volta Redonda. Os campos do Versátil e Ponte Preta, no Siderópolis e São Lucas, respectivamente, são dois destes exemplos. Outro caso emblemático é o área do Centro de Treinamentos do Corpo de Bombeiros, no bairro Sessenta. O campo de futebol, a quadra e a área de churrasqueira foram tomados pelo matagal, salienta a publicação.

Aero Clube

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De acordo com a Folha do Aço, a ação da CSN contra o Aero Clube de Volta Redonda está em fase de recurso no TJRJ. O último despacho no processo foi no último dia 8 de agosto, onde foi reconhecido o pedido do agravante, no caso, o Aero.

Clube Laranjal

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O Laranjal é outro alvo da CSN. A ação, porém, é um pouco mais complexa, pois a diretoria entrou também com uma ação de “usucapião” para ter o direito a permanecer no local. O presidente do chamado “clubinho”, médico Luiz Gonzaga de Oliveira Lima, o Lula, explicou que a situação, tanto do pedido da empresa de retomada quanto à do clube estão sendo discutidas na Justiça. “Uma coisa a gente já decidiu: pagar aluguel nem pensar. Se perdermos vamos recorrer até o final. Se isso ocorrer, aí vamos partir para a compra, só que queremos negociar da mesma forma que a CSN comprou, com moeda podre e financiamento pelo BNDES”, afirmou.

Umuarama

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Um dos clubes mais antigos de Volta Redonda, o Umuarama é outro a travar incessante batalha com os advogados do departamento jurídico da CSN. Com dependências instaladas desde 1942 na área central da Vila Santa Cecília, a agremiação luta pela manutenção do acordo de comodato que estabelece a utilização da área por prazo indeterminado. A CSN, por sua vez, quer a reintegração na posse sobre o imóvel. Caso não seja deferida a liminar solicitada à Justiça, sugere a fixação de aluguel pela ocupação indevida.

Na ação que tramita na 3ª Vara Cível a direção do clube foi notificada em janeiro de 2005 que a CSN não tinha mais interesse na continuação do comodato e concedeu prazo de 90 dias para devolução voluntária do bem. O imóvel, porém, não foi desocupado e desde então uma batalha de liminares é travada. Em fevereiro de 2017, a Justiça não deu provimento aos embargos apresentados pelos advogados do Umuarama. O clube então entrou com recurso de apelação no TJRJ, evitar a retirada do imóvel. “Vamos tentar todas as instâncias judicias possíveis. Até hoje, não tivemos qualquer tipo de negociação com a empresa e não pensamos em nenhuma possibilidade de pagar aluguel”, garantiu Fábio Pietro, presidente Umuarama. “Pretendemos lutar até o STF (Supremo Tribunal Federal) se for preciso”, prometeu.

Ressaquinha

Primeiro clube a sofrer com a decisão de CSN de retomar as suas terras, o Ressaquinha agora tenta junto à direção da empresa viabilizar o pagamento de um aluguel e a assim voltar a ocupar o espaço que durante anos fui utilizado por desportistas de Volta Redonda e região. Os valores, por enquanto, estão sendo discutidos. (Fotos: Folha do Aço)

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