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Economia

Angra 2 deve parar por 30 dias para reabastecer

Cerca de 3,5 mil tarefas estão previstas para o período

15/02/2018 17:19:52

A Eletronuclear desligará neste sábado, à zero hora, a usina Angra 2 para fazer o reabastecimento de combustível da usina. A parada foi programada em comum acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com duração prevista de 30 dias. Nesse período, cerca de um terço do combustível nuclear será carregado. Também serão realizadas inspeções, atividades de manutenção periódica e modificações de projeto que só podem ser feitas com a unidade fora de operação.

Como a quantidade de tarefas a serem cumpridas é muito grande, a Eletronuclear contratou prestadores de serviço nacionais e estrangeiros para auxiliar nos trabalhos. Essas empresas disponibilizarão 1.070 profissionais brasileiros e 250 estrangeiros para atuar em conjunto com os técnicos da central nuclear de Angra.

Cerca de 3,5 mil tarefas estão previstas para serem executadas durante a parada. Além do carregamento do núcleo do reator, destacam-se o balanceamento do eixo do turbogerador; a troca do anel de selagem do gerador principal; a revisão da turbina de alta pressão, incluindo a inspeção das palhetas; testes de ultrassom no circuito primário e nos geradores de vapor; reparo interno no tanque de água de alimentação; e a substituição dos selos hidrodinâmicos das bombas de refrigeração do reator.

 O superintendente de Angra 2, Anselmo Carvalho, ressalta que, para tudo dar certo, é feito um planejamento muito rigoroso. “Operamos como um relógio, trabalhando 24 horas por dia, com as tarefas contabilizadas hora a hora. Todas as atividades são realizadas com muita supervisão para que tenhamos o máximo de segurança. Isso é muito importante, em especial, porque praticamente dobramos o efetivo da central nuclear durante a parada”, explica.

 As paradas para reabastecimento ocorrem, aproximadamente, a cada 12 meses e são programadas com pelo menos um ano de antecedência, levando em consideração a duração do combustível nuclear e as necessidades do Sistema Interligado Nacional (SIN). Durante o período em que a usina permanece desligada, o ONS gerencia o sistema interligado de forma a garantir um abastecimento seguro de energia elétrica para o país.

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