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Polícia

Alvos de operações contra tráfico se dividiam em três grupos, segundo MP

16/08/2018 09:01:55

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram nesta terça-feira a Operação Horse (cavalo, em inglês), para combater grupos de traficantes de cidades do Sul Fluminense. Foram expedidos 72 mandados de prisão preventiva, sendo 35 contra pessoas que já se encontravam presas, e 122 de busca e apreensão contra denunciados à Justiça por tráfico e associação para o tráfico. A ação conta com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público fluminense. O nome da operação se deve ao fato de que as drogas de maior qualidade vinha com o selo contendo a imagem de um cavalo na embalagem. 

Até o momento da publicação desta nota, 16 suspeitos haviam sido presos nesta quinta-feira, entre eles uma mulher grávida. A operação conta com cerca de 250 pessoas, com agentes de diversas delegacias do estado, coordenados pelo delegado titular de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido, e pelos promotores Gustavo Nacarath e Fabiano Oliveira. Segundo eles, as investigações duraram um ano e meio, período em que outros 12 suspeitos que seriam alvo da operação morreram na disputa do tráfico de drogas.

Segundo o MPRJ, o monitoramento das comunicações telefônicas com autorização judicial permitiu evidenciar a estrutura de uma sólida associação dedicada ao tráfico de drogas. As denúncias – foram sete ao todo - narram os diferentes núcleos de atuação ligados a diversos bairros de Barra Mansa e em cidades da região como Valença, Volta Redonda e Pinheiral.

Por conta da complexa estrutura e elevado número de denunciados, a investigação foi dividida em três núcleos de denunciados: o primeiro relativo à origem da droga; o segundo tem por base os traficantes receptores de drogas; e a terceira investigação tratou do tráfico em algumas localidades específicas. Para se ter uma ideia da área abrangida, os denunciados dominavam o tráfico em pelo menos dez bairros de Barra Mansa (Ano Bom, Loteamento, São Luiz, Vila Delgado, Eduardo Junqueira, Jardim América, Nova Independência, Monte Cristo, Goiabal e Vila Brígida) e quatro em Volta Redonda (Candelária, Vila Rica, Belo Horizonte e Três Poços), além de localidades em Pinheiral e Valença.

No primeiro núcleo, ainda segundo os promotores, foi apurado que Jean de Souza Mendes, o “Paulista”, seria o principal fornecedor de drogas para diversos traficantes de cidades do Sul Fluminense. Ele adquiria os entorpecentes em São Paulo junto à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e levava ao Rio, para traficantes como Gledson José Ribeiro Nunes, o “Chuchu”, Sérgio Moreira dos Reis, o “Alemão”, e Luis Fernando Xavier, o “Dadal”, entre outros.

No segundo, a investigação verificou que Fabiano da Silva Melo, o “Mineiro), oriundo de Juiz de Fora (MG) era outro fornecedor de drogas para traficantes de Barra Mansa. Ele trazia as drogas da cidade mineira, onde residia. Entre os responsáveis por receber e intermediar as transações de droga de Fabiano aparece Rivaldo da Silva Barros. Outra denunciada importante, segundo o MPRJ, é Maria Madalena de Carvalho Marques, que operava o tráfico sob a coordenação de seu irmão, Claudinei de Carvalho, já preso.

No terceiro núcleo de denunciados estão outros responsáveis pelo tráfico em bairros de Volta Redonda e Barra Mansa. Neste grupo aparecem Kelvinton Idalino Bernardes Paulo,o “Kekel”, Regis Nunes Marques, o “Arroz”, Moises Rocha, o “Boi”, Luís Silva, o “Gianecchini”, e Adriano Sebastião dos Santos Prudêncio, o “Japa”, entre outros.

Durante os 13 meses da investigação, em razão das interceptações telefônicas realizadas, houve a prisão de 22 pessoas, em 15 autos de prisão em flagrante, além de apreensão de grandes quantidades de droga. O trabalho também contribuiu para a elucidação da autoria de dois homicídios praticados em razão de disputas de território entre traficantes.

A operação desta quinta-feira é um desmembramento da Operação Adren, que resultou na condenação de diversos criminosos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Além dos pedidos de prisão preventiva e busca e apreensão, o MPRJ requisitou ainda o sequestro de bens e valores dos principais denunciados.

Atualizada às 9 horas

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