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Estado

Advogado diz que Flávio Bolsonaro não teme investigação

Mas critica vazamento da operação

18/12/2019 15:37:04

O advogado Frederick Wassef, defensor do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), disse nesta quarta-feira não temer os resultados da operação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra seu contra seu cliente.

Wassef afirmou que ainda não teve acesso à decisão judicial que autorizou buscas em 24 endereços, inclusive de alvos ligados a Flávio e a Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, em Resende, e que pretende tomar medidas contra o vazamento da operação.

Wassef disse que conversou com Flávio sobre a ofensiva do Ministério Público, desencadeada depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) destravou a investigação relativa a dados compartilhados pela Unidade de Inteligência Financeira, antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações atípicas nas contas do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Em nota, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) confirmou o cumprimento dos mandados para apurar supostas movimentações suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz, mas, alegando o sigilo das investigações, informou que não pode fornecer detalhes.

A operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e peculato no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, quando ele exercia mandato de deputado estadual.

Além de Queiroz, são alvo da operação familiares do ex-assessor e de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, que mora em Resende, e parentes dela. A investigação apura um suposto  esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia.

- O Flávio está surpreso [com a operação], mas zero de preocupação. Como eu também. Nada de ilegal vão encontrar, como não encontraram na quebra do sigilo bancário e fiscal – disse o advogado do filho do presidente Jair Bolsonaro.

Sobre a operação desta quarta, ele protestou enfaticamente. "Invadiram a empresa do meu cliente, mas certamente não vão encontrar nada, simplesmente porque não existe nada que o comprometa. Vão pegar documentos, informações do dia a dia de uma empresa de chocolates, nada mais", declarou.

Wassef considera que uma medida cautelar dessa natureza é previsível dentro de alguma investigação, mas ele protesta contra o que chama de "vazamento da operação" e, mais ainda, como as buscas são realizadas e seus reflexos na rotina da empresa: "Arrombaram a porta, pelo que sei, um absurdo. Imagine o estrago que isso causa, clientes assustados, temerosos de comprar alguma coisa". (As informações são do jornal O Estado de S.Paulo - Foto; Reprodução)

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