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Economia

Acordo que permite fechamento do comércio é criticado por entidades

05/07/2020 08:42:29

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sicomércio) de Volta Redonda divulgaram nota conjunta no sábado (4), após a constatação de que o comércio varejista em geral passará mais uma semana fechado. O motivo se deve à ocupação de leitos de UTI na rede pública municipal ter chegado a 62% - ultrapassando o teto de 5% fixado no acordo firmado entre a prefeitura e o Ministério Público estadual (MPRJ), homologado pela Justiça, que permitiu a flexibilização das atividades econômicas na cidade, a partir de 4 de maio, em meia à pandemia de Covid-19.

Na nota, as duas entidades criticam o acordo e o governo municipal, lamentando que, “mais uma vez o comércio varejista em geral seja o principal sacrificado com as medidas adotadas desde o início da pandemia”. Afirmam, ainda, que outras medidas prévias poderiam ter sido adotadas pela prefeitura, “como a ampliação dos leitos de UTI, com a compra de mais respiradores; firmado convênios com redes particulares para ampliar o atendimento, entre outras, que possibilitassem evitar a superlotação da rede pública de saúde”.

CDL e Sicomércio consideram também que a flexibilização “nunca foi tratada tecnicamente com os setores envolvidos, visando pensar de forma planejada os impactos econômicos, além de ações de prevenção mais amplas, com o objetivo de proteger vidas e empregos, conforme várias propostas apresentadas ao governo municipal desde o início”. (veja abaixo a íntegra da nota)

ENTENDA A QUESTÃO – Em abril, a prefeitura de Volta Redonda firmou acordo para flexibilizar as atividades econômicas em etapas, a partir de 4 de maio. Seis pontos foram fixados como parâmetros para a iniciativa, sendo três os principais: que o número de notificações (casos suspeitos) não aumentem acima de 5% por três dias (inicialmente eram dois); que a ocupação de leitos de UTI não ultrapasse os 50% e que a ocupação de leitos do Hospital de Campanha montado no Estádio Raulino de Oliveira fique abaixo de 60%).

Desde que teve início a flexibilização, o comércio em geral – exceto os serviços essenciais – já foi obrigado a fechar por uma semana quando, no início do vigor do acordo, os casos suspeitos subiram mais que 5% por dois dias. Até então, no entanto, a ocupação de leitos de UTI e do Hospital de Campanha era baixa. Porém, o quadro se modificou no final do mês passado, quando o Hospital Regional – regulado pelo governo do estado e localizado no bairro Roma, em Volta Redonda – suspendeu o recebimento de novos pacientes por atraso de pagamento à Organização Social que o administra. Por conta disso, também no final do mês passado, o prefeito Samuca Silva assinou decreto suspendendo a atividade do comércio em geral entre os dias 29 de junho e 5 deste mês, justificando a necessidade de aliviar a pressão já esperada que haveria sobre a rede pública.

Nos últimos dias, o crescimento da ocupação de leitos de UTI já sinalizava que o percentual de 50% fixado no acordo seria ultrapassado, chegando a 48% na última quinta-feira (2) e batendo nos 62% na sexta (3). Em live em rede social, na tarde do sábado (4), Samuca confirmou a má notícia para o setor varejista: em cumprimento ao acordo, o comércio em geral terá que passar mais sete dias fechado.

Veja a íntegra da nota conjunta da CDL e do Sicomércio:

“As entidades empresariais de Volta Redonda lamentam que mais uma vez o comércio varejista em geral seja o principal sacrificado com as medidas adotadas desde o início da pandemia.

Tanto a CDL quanto o Sicomércio de Volta Redonda reforçam que outras medidas já poderiam ter sido tomadas previamente por parte do Governo Municipal como a ampliação dos leitos de UTI, com a compra de mais respiradores; firmado convênios com redes particulares para ampliar o atendimento, entre outras, que possibilitassem evitar a superlotação da rede pública de saúde.

Para as entidades, infelizmente, esse é o resultado de uma flexibilização que nunca foi tratada tecnicamente com os setores envolvidos, visando pensar de forma planejada os impactos econômicos, além de ações de prevenção mais amplas, com o objetivo de proteger vidas e empregos, conforme várias propostas apresentadas ao governo municipal desde o início.

Enquanto o comércio continua fechado, é cada vez mais comum a aglomeração nos bairros, em festas particulares, praças e áreas públicas e quase sem nenhuma intervenção do poder público”. (Foto: Foco Regional)

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