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Nacional

Aço do Brasil não tira competitividade de indústria dos EUA, diz Itamaraty

16/03/2018 10:28:12

O embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sergio Amaral, afirmou que o governo brasileiro está agindo em três frentes nos Estados Unidos para conseguir a isenção da sobretaxa ao aço e alumínio do país, imposto pelo governo Donald Trump: ação junto ao governo norte-americano, reuniões com congressistas e apoio às empresas brasileiras com filiais nos Estados Unidos que queiram conversar com grupos de parlamentares norte-americanos que advogam a favor do Brasil, assim como com a bancada do Congresso americano que cuida de aço.

O embaixador afirmou que o governo está fazendo um mapeamento das indústrias brasileiras nos EUA para mostrar o peso dos investimentos no país: “Temos US$ 11 bilhões de investimentos de empresas brasileiras no setor do aço; uma delas, por exemplo, é a quarta indústria do aço americana”. Segundo ele, o objetivo é mostrar aos deputados que a imposição das tarifas não se justifica no caso brasileiro, já que “não agimos em detrimento nem da indústria nem dos empregos americanos; [pelo contrário], a indústria brasileira está contribuindo [com os mesmos]”.

Argumentos

Amaral afirmou que o comércio de outros produtos, como o etanol, não está em discussão nas negociações e que ainda não há prazo para saber se o Brasil conseguirá a isenção das tarifas. “Existe uma indicação de que, no dia 23 [de março] essas medidas entrariam em vigor. Mas, até agora, nós não tivemos as informações sobre os critérios, os procedimentos para apresentação dos recursos etc. E sem análise dos recursos nós não podemos saber os países que vão ser mantidos na lista das sanções e aqueles que serão excluídos. A nossa expectativa é que nós sejamos excluídos porque os nossos argumentos são muito fortes”, disse.

O embaixador afirmou que é possível que o presidente Michel Temer converse por telefone com Trump sobre o tema ou até mesmo que o Brasil entre na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra os EUA. O diplomata, contudo, não acredita que isso será necessário. “Tenho confiança de que nós poderemos resolver essa questão em conversa com o governo americano, porque nossos argumentos são muito fortes”, afirmou.

No dia 1º de março, Trump anunciou sua decisão de impor tarifas de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre a de alumínio do Brasil1. No dia 8, ele oficializou a decisão, mas decretou isenção para seus vizinhos e parceiros no Nafta, o tratado de livre comércio da América do Norte, Canadá e  México. (Foto: Agência Brasil)

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