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AAP-VR condena uso de prefeitos para aprovar reforma da Previdência

17/05/2017 11:54:42

“O que o governo Temer fez com esta medida provisória é uma grande incoerência. Afinal, se ele diz que a Previdência Social está quebrada, a ponto de tentar atrasar ao máximo a aposentadoria dos brasileiros, como pode aumentar o parcelamento de 60 para 200 meses e reduzir juros e multas das prefeituras que deram calote no INSS? ”.

O questionamento é do presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda (AAP-VR), Ubirajara Vaz, que condena as medidas do presidente Michel Temer na tentativa de aprovar, no Congresso Nacional, a reforma da Previdência. A MP a que ele se refere foi assinada na tarde da terça-feira reduz os juros em até 80% e as multas em 25%, além do parcelamento. “Com isso, a Previdência deixará de arrecadar R$ 30 bilhões”, calcula Vaz.

O presidente da AAP-VR condenou, ainda, a retaliação que o governo fez com os deputados federais que não votaram favoravelmente a reforma trabalhista, congelando as emendas para os seus municípios, e a compra de deputados que o apoiam, com liberação dos recursos.

“Isso se chama chantagem, não existe outra palavra. E toda chantagem é condenável”.

Em Brasília, o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins, classificou a medida provisória como um "escândalo sem tamanho, pois o presidente da República utiliza seu poder para comprar apoios políticos, beneficiando prefeituras sonegadoras do INSS”.

A instituição já acionou seu departamento jurídico para analisar a possibilidade de contrapor judicialmente ao que chama de “sórdida medida provisória”.

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