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Polícia

Oxi avança pelo país e polícia registra apreensões em 12 estados e no DF

29/09/2011 17:09:51

Levantamento realizado pelo site G1 junto à Polícia Federal e às polícias civis estaduais aponta que pelo menos 12 estados e o Distrito Federal já registraram apreensão de oxi, a nova droga que avança no país feita com a mistura de pasta base de cocaína com substâncias químicas, como cal, querosene e ácidos. Três estados (Rondônia, Piauí e Rio de Janeiro) ainda aguardam resultado de perícia técnica para confirmação da substância.

No Norte, por onde a droga entra no Brasil através da Bolívia e Peru, o oxi já vem sendo amplamente usado nas ruas há pelo menos dois anos, segundo delegados. “Fiz uma apreensão de 17 quilos de oxi há 17 anos no meu primeiro mês na polícia”, diz o delegado Silvano Alves Rabelo, da Polícia Civil do Acre.

Segundo ele, a droga avançou no estado, principalmente na capital, Rio Branco, com usuários que a adquiriam achando que se tratava de crack. “A olho nu, o oxi é igual ao crack. Além disso, ambas as drogas são consumidas da mesma forma.”

Os estados do Acre, Pará e Amazonas são os que primeiro registraram a presença do oxi. Desde o início de 2011, porém, a droga tem sido encontrada pela polícia nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. As maiores apreensões ocorreram em São Paulo, onde o Departamento de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, apreendeu mais de 6 mil pedras. No Acre, o oxi é encontrado com maior grau de pureza e as pedras são vendidas por valores entre R$ 2 e R$ 5, segundo o delegado Maurício Moscardi, da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF. Pelo mesmo preço as pedras estão sendo vendidas na Cracolândia, região central de São Paulo.

Ontem, 18 pedras de entorpecente que podem ser oxi foram encontradas em uma colônia de pescadores de Niterói, na região metropolitana do Rio. O material foi levado para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para ser periciado “Ainda não temos nenhuma informação confirmada de oxi no Rio. Há algumas apreensões suspeitas, mas ainda estamos avaliando. O material está passando por perícia”, diz o chefe da Divisão de Combate às Drogas da Polícia Civil fluminense, Pedro Henrique Medina.

Entre maio e abril, vários estados, entre eles Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, anunciaram ter feito a primeira apreensão da droga, sempre em pequenas quantidades, de até um quilo ou menos de algumas dezenas de pedras, segundo a polícia. No Nordeste e em Santa Catarina, onde o oxi ainda não chegou, a polícia está preocupada e atenta para mudanças de perfil dos usuários.

Delegados ouvidos pelo G1 comentaram que há demora na confirmação de que a droga apreendida é mesmo oxi, pois é necessária perícia técnica especializada na droga que, além de demorada, muitas vezes inexiste nos estados. 

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