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Cultura

Corpo de Roberto Talma será velado no sábado

23/04/2015 07:30:09

O corpo do diretor e produtor Roberto Talma será velado no sábado, às 11 horas, no Memorial do Carmo, no Caju, no Rio de Janeiro. A cremação também acontecerá no sábado, às 15 horas, em cerimônia reservada à família. Talma morreu na madrugada de hoje, no Hospital Samaritano, na cidade carioca. A causa da morte não foi informada. Ele tinha 65 anos e era funcionário da TV Globo.

Morreu na madrugada de hoje, no Hospital Samaritano, no Rio, o diretor e produtor de Roberto Talma. A causa da morte não foi informada. Ele tinha 65 anos e era funcionário da TV Globo.

Talma foi coordenador de programação na TV Rio, depois trabalhou na TV Excelsior e na TV Tupi, até entrar na Rede Globo, em 1969. Ele dirigiu muitas novelas de sucesso, como “Saramandaia”, a segunda versão das novelas “O astro” e “Gabriela”, além de ser o responsável por minisséries como “Anos dourados”, “Anos rebeldes” e “Os Maias”, e programas como “Você decide”, “Armação ilimitada”, “Malhação” e “Sítio do pica pau amarelo”.

Talma nasceu em 1949, em São Paulo. Sua família era proprietária de um circo no interior do estado. A mãe era bailarina e o pai trabalhou na televisão e foi coordenador de programação da TV Rio.

O diretor começou a carreira profissional aos 9 anos, na TV Record, integrando um grupo de sapateado que se apresentava no programa "A grande gincana Kibon". Na emissora, conheceu o diretor Nilton Travesso, de quem ficaria amigo e com quem trabalharia, anos depois, na Globo, na edição dos primeiros videoclipes do "Fantástico".

No início da década de 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu Walter Clark, diretor da TV Rio. Por intermédio do executivo, trabalhou durante algum tempo na antiga emissora, passando também pela TV Excelsior e pela TV Tupi, até ser contratado pela Globo, no dia 1º de abril de 1969.

Na Globo, começou como operador de videoteipe, participando do núcleo de jornalismo da emissora. Também fez parte da primeira equipe do Fantástico, em 1973, e editou programas como o "Globo Repórter" e, na linha de shows, o "Globo de Ouro".

Ainda no início da década de 1970, foi transferido para o núcleo de dramaturgia, onde passou a editar e a trabalhar com o diretor Daniel Filho. Em 1972 deixou a emissora por seis meses para trabalhar na TV Tupi, em São Paulo. Seu retorno se deu na novela "Selva de pedra" (1972), de Janete Clair, dirigida por Walter Avancini. A parceria entre os dois duraria oito anos, e Talma atuaria como editor, assistente de direção e codiretor.

No final dos anos 1970, transferiu-se para a TV Bandeirantes, onde dirigiu o programa "Rosa e azul", com Débora Duarte e Antônio Marcos. Seis meses depois, convocado por Walter Avancini para dirigir a novela "Pai herói" (1979), de Janete Clair, e "Água viva" (1980), de Gilberto Braga, voltou à Globo. Em ambas ocasiões trabalhou ao lado de Paulo Ubiratan, com quem dividiria a direção de várias novelas de grande sucesso na década de 1980.

Em 1982, trabalhou novamente na TV Bandeirantes, onde foi produtor de tramas como "Campeão" (1982), de Jaime Camargo e Marcos Caruso; e "Braço de ferro" (1983), de Marcos Caruso. Voltou para a Globo, em seguida, assumindo o cargo de diretor executivo da Central Globo de Produção. Foi responsável pela criação de seriados e minisséries.

Talma deixou a rede de TV em 1995 para se dedicar a projetos pessoais, que incluíam a criação de uma produtora independente. Voltou quatro anos depois, quando assumiu o núcleo de programas infantis da Central Globo de Produção. Cuidou de atrações como "Gente inocente" (1999), "Flora encantada" (1999), "Bambuluá" (2000) e a segunda versão do Sítio do Picapau Amarelo (2001). Sob sua responsabilidade também estiveram diversos programas de outras linhas da emissora, como o "Domingão do Faustão", o "Fantástico" e o programa "Linha direta", criado em 1999.

Em outubro de 2002, o diretor teve um infarto e foi internado às pressas em uma clínica de Botafogo, no Rio de Janeiro. Não ficou muito tempo afastado da televisão. Menos de dois meses depois, assinava a direção-geral do especial de fim de ano com o cantor Roberto Carlos. Em 2004, fez uma participação especial na novela "Celebridade", de Gilberto Braga. No teatro, em 2006 dirigiu as atrizes Maitê Proença e Clarice Derziê na peça "Achadas e perdidas", baseada no livro "Os ossos e a escritura", da própria Maitê Proença.

 

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