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Polícia

Beltrame reage contra ONG americana que diz que polícia mata demais

29/09/2011 16:51:25

O Secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, reagiu com rispidez a divulgação de um relatório pela ONG (Organização Não Governamental) americana, Human Rights Watch, que acusa os policiais do Rio de promoverem execuções desnecessárias em serviço.

O relatório da ONG, de 134 páginas, recebeu o nome de “Força letal: violência policial e segurança pública no Rio de Janeiro e em São Paulo”. Foram analisados 51 casos de supostas execuções feitas pela polícia nas duas capitais.

“Essa é mais uma daquelas ONGs que fazem pesquisa ideológica e não gostam de ouvir sobre a realidade existente no Rio de Janeiro. Eu até agora não conheço detalhes do relatório, mas sei que temos três facções criminosas que defendem ideais próprios. Isso a pesquisa não leva em consideração”, desabafou Beltrame.

De acordo com dados da Human Rights Watch, a polícia fluminense prendeu 23 pessoas para cada morte no ano de 2008. Em São Paulo, o número foi maior: 348 para cada vítima fatal. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram 37 mil prisões para cada morte.

“Policiais são autorizados a usar força letal como último recurso para se protegerem ou defenderam a sociedade. A noção de que esses homicídios seriam cometidos em legítima defesa ou justificados pelo alto índice de criminalidade, é insustentável”, afirma José Miguel Vivanco, diretor da divisão das Américas da ONG.

Beltrame apontou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como a solução para os problemas existentes até mesmo nos índices criminais.
“Não pactuamos com crimes. A prova disso é que na favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá (Zona Oeste), tivemos uma redução de 20 óbitos para apenas dois por mês logo depois da instalação do policiamento comunitário. A solução é essa”, afirma Beltrame.

O relatório da ONG diz ter provas que contradizem as versões dos policiais nos 51 casos analisados. Entrevistas detalhadas com mais de 40 autoridades da justiça criminal também foram utilizadas.

A Human Rights Watch recomendou a criação de unidades especializadas dentro dos Ministérios Públicos Estaduais do Rio e de São Paulo para apuração de casos semelhantes.

“ ONGs não conhecem o trabalho que é feito aqui no estado. O policial não é treinado nem autorizado para matar, mas algumas situações exigem que eles tenham essa atitude. A prova disso foi o material apreendido esta semana na favela Vila Vintém, quando até uma metralhadora .50 foi encontrada”, finalizou Beltrame.

 

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