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Política

Baianinho e Elias não aceitam apoio do PV a Jonas Marins

12/06/2012 16:09:56

Atualizada às 18h47min - O vereador Baianinho, que já presidiu a Câmara de Barra Mansa, afirmou ao FOCO REGIONAL, no fim da tarde desta terça-feira, que não aceita o apoio do Partido Verde, ao qual é filiado, à pré-candidatura de Jonas Marins (PCdoB), à prefeitura. Ex-presidente da Câmara e integrante da base do prefeito Zé Renato (PMDB), o parlamentar disse que o assunto precisará ser discutido novamente.

“Foi uma votação apertada, por três votos de diferença (a favor de Jonas). Não tem nada fechado, ainda estamos discutindo”, disse, para acrescentar em seguida: “Ninguém (do PV) é obrigado a seguir o candidato Jonas Marins”.

Baianinho disse que se criou uma situação complicada. “Sou da base do prefeito. Como vou chegar, de uma hora para outra e dizer não (a Zé Renato)?”. Com disposição de não se prolongar muito sobre o assunto, Baianinho disse que o PV precisa “continuar dialogando”.

- Vamos ter que sentar e conversar. Temos alguns questionamentos que serão feitos internamente – antecipou.

Indagado sobre o documento assinado por todos os pré-candidatos a vereador na próxima eleição, antes da votação que decidiu pelo apoio a Jonas, o vereador deu uma resposta evasiva: “A gente assina muita coisa, né?”.

O outro vereador do PV, Elias da Corbama, falou ao jornal no início da noite. Primeiro, declarou que não gostaria de comentar o assunto no momento, mas depois acrescentou que é preciso discutir novamente sobre com quem o PV vai caminhar na eleição para prefeito, inclusive "dentro da regional do partido". Embora também tenha assinado o documento se comprometendo a apoiar a pré-candidatura que fosse escolhida pela maioria, Elias emendou: "A ditadura no país já acabou há muito tempo, mas realmente prefiro não  falar mais agora sobre isso".  

CARGOS – Nesta terça-feira, Jonas Marins e o presidente do PV, Abílio Fabiano, em entrevista coletiva, comentaram o resultado da votação realizada na noite da segunda-feira. E confirmaram que o Partido Verde terá duas secretarias num eventual governo de Jonas. Os verdes ficarão com as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico.

A opção da maioria da executiva e dos pré-candidatos do Partido Verde pela pré-candidatura de Jonas criou uma situação constrangedora para os dois vereadores do PV na atual legislatura porque ambos fazem parte do grupo de apoio do prefeito Zé Renato na Câmara. Na reunião, eles defenderam o alinhamento com a reeleição do prefeito, mas foram derrotados.

De acordo com o presidente do PV, Abílio Fabiano, aqueles que não se engajarem na campanha de Jonas serão submetidos à comissão de ética do partido. Todos os pré-candidatos do PV, segundo ele, assinaram um documento se comprometendo a seguir a vontade da maioria, que acabou optando pelo apoio ao PCdoB. Abílio, no entanto, disse estar certo de que o PV será homogêneo em torno de Jonas.

- É claro que hoje não é um dia para falar com eles sobre isso, porque devem estar chateados. A resistência agora é normal, mas acredito que assim que a poeira baixar eles vão cumprir o que foi decidido pela maioria – afirmou.

O presidente do PV disse ainda que, quando assumiu o cargo, conversou com os dois vereadores, expondo que a executiva não se incomodava de eles fazerem parte da base governista “até que o partido se movimentasse”.

- Agora o partido se movimentou e eles vão ter que andar junto – acrescentou Abílio, citando especificamente Baianinho, que, segundo ele, “é uma pessoa inteligente e não vai partir para o embate”.

O verde destacou ainda que ele mesmo foi coordenador de Meio Ambiente no governo Roosevelt Brasil e coordenador de Habitação no governo de Zé Renato durante pouco mais de dois anos. Disse que se Jonas tiver que fazer qualquer crítica a estes dois setores da prefeitura, não se sentirá incomodada. “Pelo tempo que ocupei as duas funções posso responder diretamente a ele, mas se tiver que fazer qualquer crítica fora do período em que estive nos cargos o PV aceitará”, acrescentou.

Sem esconder que estava ansioso com o resultado da reunião do PV na véspera, Jonas Marins ressaltou que vai buscar o apoio dos 14 que defenderam o apoio a Zé Renato. Deixou ainda claro que o novo aliado vai participar da discussão com os demais da escolha do candidato a vice, que sairá de um dos partidos coligados. Admitiu que o nome do próprio Abílio não pode ser descartado, mas adiantou que a discussão só acontecerá a partir do momento em que a aliança em torno do PCdoB estiver completamente fechada. “Por isso ainda não temos a data da nossa convenção definida. Vamos fazer o jogo político até o último instante”, frisou Jonas, que conta com o apoio do PRB e do PPL (Partido Pátria Livre).

A única união por ele descartada é com o PT da deputada estadual Inês Pandeló. No final do ano passado, Jonas firmou um pacto com o Partido dos Trabalhadores e com o PP da vice-prefeita Ruth Coutinho, mas acabou deixando a aliança por não concordar em abrir mão de sua candidatura com base em uma pesquisa que, segundo o PT, apontou a deputada com percentual maior de intenção de votos do que ele. “Isso é uma página virada”, resumiu sobre o assunto.

Jonas e Abílio explicaram que a coligação do PV com o PCdoB será apenas na eleição majoritária. Na disputa para vereador, o PV – por enquanto – está decidido a caminhar sozinho, enquanto o PCdoB já fechou coligação com o PRB.

Jonas elogiou a forma escolhida pelo PV para definir qual pré-candidato a prefeito apoiar. Lembrou que se reuniu com a direção e os pré-candidatos do partido, expondo seus planos, assim como fizeram outros pré-candidatos ao governo: “Foi uma forma inédita e democrática. A vinda do PV nos estimula nas negociações que estamos fazendo com outros partidos. Além do mais, é importante receber o apoio do Partido verde no momento em que a Rio +20 está começando”.

Abílio declarou que a votação da executiva e dos pré-candidatos foi a maneira encontrada pela direção de tornar a decisão “mais democrática e transparente”.

- Era impossível fazer alguma coisa que agradasse a todos, porque cada um tem a sua preferência – justificou, lembrando que, até votar entre Jonas e Zé Renato, o PV inclui outros pré-candidatos que foram sendo eliminados a cada votação. “Entendo que foi uma vitória da executiva ao mostrar que há uma forma melhor de se fazer política, de maneira mais transparente”. 

  

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