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Cidades

Caminhada contra a violência sexual infantil movimenta Barra Mansa

18/05/2017 17:15:24

Uma caminhada foi realizada nesta quinta-feira, no Centro de Barra Mansa, para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data, 18 de maio, foi escolhida em memória a Araceli Cabrera Sanches, de Vitória (ES), que em 1973 foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada, aos 8 anos de idade. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado, e seus agressores nunca foram punidos. O evento em Barra Mansa foi organizado pela prefeitura, a subseção local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o Conselho Tutelar e o Sest Senat.

 “Nossa intenção foi fazer um chamamento à população para assumirmos a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual contra a criança e o adolescente. É imprescindível à integração de entidades nesta causa, para assim, unirmos forças para diminuir este tipo de violência, que é muito grande, e afeta toda a sociedade”, disse a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Ruth Coutinho.

A presidente da Comissão de Direito da Criança e do Adolescente da OAB, Maria Cristina da Silva, explicou a diferença entre abuso e exploração sexual. “O abuso sexual tem uma origem afetiva e a exploração sexual tem um caráter financeiro, que nem sempre é só em dinheiro, mas também, favores”. Ela acrescentou que existem relatos de casos de exploração sexual no Centro de Barra Mansa e às margens da via Dutra, de homossexuais homens contra adolescentes, meninos com idade entre 12 e 17 anos.

“É muito importante que as crianças e os familiares denunciem os casos de violência sexual, mesmo quando ainda são só suspeitas. As pessoas podem fazer as denúncias pelo Disque 100 ou pelo telefone do Conselho Tutelar, 3322-1029”, orientou a conselheira Ana Duque.

DISQUE 100 – De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em 2016, foram 145.428 mil denúncias, uma média diária de 398 violações por dia. Além de violência sexual, o Disque 100 recebe ainda denúncias de maus-tratos, negligência, pornografia, entre outros crimes.

A maior parte das ocorrências recebidas pela central são contra meninas, 53%. Esse número sobe para 81% quando as denúncias são de violência sexual. Quase metade das vítimas tem entre 0 e 7 anos (43%) e são pretas ou pardas (58%).

A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. O Disque 100 funciona todos os dias, das 8 às 22 horas. Após serem examinadas, as denúncias recebidas são encaminhadas para as autoridades competentes e o anonimato é garantido. (Fotos: Divulgação)

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