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Política

Diante de prefeito, vereadores criticam possibilidade de privatização do Saae

13/03/2017 21:40:31

Os vereadores Fernando Martins (PMDB) e Jari (PT) criticaram duramente, na sessão da noite desta segunda-feira da Câmara de Volta Redonda, a possibilidade de privatização do Saae de Volta Redonda. Segundo reportagem do jornal Aqui em sua mais recente edição, o prefeito Samuca Silva anunciou que será realizado um seminário, ainda sem data marcada, para debater a situação do Saae e teria admitido que a privatização da autarquia poderá ser um dos temas, em razão dos investimentos necessários para garantir o abastecimento de água à população.

As críticas dos parlamentares foram feitas na presença do prefeito, que apareceu de surpresa na sessão. Segundo o presidente da Casa, Sidney Dinho (PEN), enquanto Fernando usava a tribuna, Samuca - que foi convidado a se sentar ao seu lado, na Mesa Diretora -  lembrou a ele que a Câmara será chamada a participar das discussões.

- O prefeito não se posicionou, mas acenou com a possibilidade [de privatização] – afirmou o vereador, que se disse contra a transferência da autarquia para a iniciativa privada. “É preciso cobrar eficiência do Saae”, acrescentou.

Antes de subir à tribuna, o parlamentar teve aprovado um requerimento com pedido de diversas informações ao Saae. Em sua justificativa, ele afirma que, na atual gestão, “tem sido notória a falta de abastecimento regular em vários bairros da cidade e várias tubulações têm sofrido rompimento (...), problemas que até então não eram tão recorrentes”.

A fala de Fernando Martins resultou em comentários de outros vereadores. Depois de Washington Granato (PTC) criticar a falta de investimentos no Saae “nos governos anteriores”, que teriam “sucateado o Saae pela falta de investimentos”, Jari se disse “preocupado” só de ouvir falar em privatização na cidade.

- Todos sabem como Volta Redonda sofreu com a privatização da CSN, que de mãe virou madrasta. A cidade hoje fica à mercê da CSN. Não se pode privatizar o Saae sem haver garantia de que será positivo para Volta Redonda – disse o vereador do PSB, segundo o qual seriam necessárias “várias audiências públicas” sobre o assunto.

Carlinhos Santana (SDD) foi outro que citou a CSN como exemplo. “A maioria das privatizações foi feita sem uma discussão ampla. Benjamin [Steinbruch] é dono de terras que ele nem sabia quando comprou [a siderúrgica]. O prefeito tem que ter responsabilidade, nada pode ser feito a toque de caixa”, alertou.

Granato, que também se disse “totalmente contrário” à privatização, acabou sendo responsável por um certo constrangimento para Samuca. É que Fernando Martins iniciou seu discurso da tribuna reclamando da situação do Hospital São João Batista. Granato lembrou que o governo assumiu recentemente, mas ressaltou que o prefeito vai ter que, em muitos momentos, “chamar a responsabilidade para si”:

- Vai ter que exonerar, demitir, substituir – declarou, falando em seguida que, “criando muitas comissões, uma hora vai engessar [o governo]”. O comentário reflete o pensamento de alguns vereadores sobre diversos assuntos levados à prefeitura que resultaram na criação de comissões nos dois primeiros meses da administração.

Na entrevista que concedeu ao semanário, embora tenha afirmado que quem decidirá sobre privatização “é a sociedade”, Samuca afirmou também que não é hora de se falar no assunto. “Existem coisas que devem ser discutidas antes de se falar em privatização”, declarou, lembrando ainda que na campanha eleitoral não teria, em momento algum, falado em vender a autarquia: “Alguns candidatos falaram, eu não”.

Leia também: Volta Redonda deve economizar água ETA para nesta 3ª feira

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