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por: Fernando Pedrosa

Trânsito dá nó e amarra o cidadão

08/03/2016 08:53

O caos no trânsito vivido por Volta Redonda a partir do meio da tarde da segunda-feira expôs de forma clarividente a pouca preocupação que alguns servidores, ocupantes de postos importantes no governo, dão aos transtornos que podem causar aos cidadãos. O rompimento de uma rede de água que abastece Santa Cruz e Vila Brasília levou à interdição total de um trecho da Beira-Rio e desencadeou um congestionamento gigante que perdurou por quatro horas.

O Saae justifica que, para não deixar parte da população sem água, optou por fazer imediatamente o reparo e que para isso foi necessária a interdição total de uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Ok, não é isso o que está se discutindo.

O que assombra é que, em pleno século 21 – e não é a primeira vez que isso acontece – o Saae e a Suser, a Superintendência de Serviços Rodoviários, responsável pelo trânsito na cidade, não tenham tido a preocupação de, através da assessoria de imprensa da prefeitura, emitir um comunicado para os veículos de comunicação. Evitaria o congestionamento? Certamente que não, mas também é certo que o nó não teria chegado à proporção que atingiu.

A nota da prefeitura só foi emitida quase às 19 horas, quando o cenário era de caos absoluto. A informação imediata poderia fazer com que muitos motoristas evitassem as vias interditadas. Mas, sem saber do que se passava, foram como bois são levados para o abate. Um amigo que mora no Niterói e trabalha em Barra Mansa, de onde sai às 17 horas, poderia ter permanecido na cidade vizinha até que a situação melhorasse. Mas foi submetido a duas horas no engarrafamento pela falta de informação.

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Além da imprensa, a prefeitura tem painéis eletrônicos que poderiam explicar o que estava se passando e até dar orientações. Mas nenhum canal de comunicação foi utilizado.

As pessoas só se deram conta do que estava ocorrendo depois que o FOCO REGIONAL, e logo em seguida outros sites, divulgaram sobre a interdição, informação multiplicada nas redes sociais – que o Saae e a Suser parecem desconhecer.

Ano passado, a saída da Radial Leste no trevo da Água Limpa foi fechada também sem qualquer aviso. Os motoristas, mais uma vez, experimentaram não só um tremendo transtorno, como risco de acidentes.

O que mais impressiona é que a cidade tem um centro de operações moderno, uma Guarda Municipal bem equipada e, diante de um imprevisto como o da segunda-feira, nada funcionou. Não há um “plano B” para uma situação inesperada.

Apesar do caos, que irritou milhares de pessoas, ainda se pode dizer que saiu barato. Imagine se ocorre, simultaneamente, um desastre qualquer que precisasse da chegada rápida dos órgãos de socorro. Felizmente, não houve. O tempo que uma ambulância levou para abrir caminho na Avenida Lucas Evangelista durante o engarrafamento, observado por este jornalista, deu uma ideia do que pode ocorrer enquanto essa visão estreita de comunicação e respeito ao cidadão perdurar.

Fernando Pedrosa é editor do FOCO REGIONAL

E-mail: pedrosa@focoregional.com.br


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