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por: Fernando Pedrosa

Traficantes mandam Saae-VR sair

31/01/2020 17:34

Se alguém tem alguma dúvida do poder do tráfico em algumas comunidades de Volta Redonda, aqui vai um exemplo recente – tendo como consequência a demora da normalização de um serviço básico para os moradores.

Na última quarta-feira, como foi divulgado pelo Saae, houve o rompimento de uma rede de abastecimento de água no Morro da Conquista, entre o Santo Agostinho e a Vila Americana, num local de difícil acesso.

O reparo foi iniciado no mesmo dia, a fim de restabelecer o fornecimento o mais rápido possível. Mas eis que, às 18 horas, traficantes ordenaram que a equipe de manutenção deixasse o local. “Pode parar por hoje”, ordenou um dos traficantes. As alternativas seriam sair ou chamar a polícia. Optou-se pela primeira, pois uma hora a equipe terá de voltar lá. Com isso, o restante do serviço ficou para o dia seguinte.

A informação que chegou à coluna sobre o ocorrido no bairro foi confirmada pela direção do Saae na tarde desta sexta-feira.

Demora na normalização

Ainda a respeito do Santo Agostinho, onde muitos moradores reclamam da falta de água, o Saae informou que, conforme divulgou previamente, o retorno da água às torneiras não seria de imediato em todo o bairro.

- O local onde ocorreu o rompimento foi num lugar de difícil acesso, onde caminhões e retroescavadeiras não conseguem chegar. O serviço está sendo restabelecido de forma gradativa e esperamos que até este sábado esteja normalizado – informou à coluna o diretor executivo do Saae de Volta Redonda, José Geraldo Santos, o Zeca. Lembrando que, para piorar, o calor dos dois últimos dias ainda faz elevar o consumo nas partes mais baixas, retardando ainda mais a normalização para quem mora nas chamadas pontas de linha e partes mais altas.

Assim não dá

A família de uma idosa que faleceu no final da noite da última segunda-feira, dia 27, no Hospital do Retiro, em Volta Redonda, só tomou conhecimento na manhã do dia seguinte, quando uma neta telefonou para saber como ela havia passado a noite.

Os parentes foram para o hospital e, questionada por que não haviam sido avisados imediatamente, uma enfermeira alegou que o hospital havia tentado contato telefônico com algum parente várias vezes, sem sucesso.

No entanto, segundo Lethícia Pinheiro Lopes, a neta da idosa, em nenhum dos telefones deixados com o hospital para contato constavam chamadas perdidas ou mensagens em caixa postal. Os números de telefone, ainda de acordo com a neta, estavam todos errados, pois foram atualizados incorretamente.

- Não podemos admitir um erro grosseiro desses, que fez com que eu e minha família fossemos os últimos a saber do falecimento de minha avó, por uma falta de atenção e de competência da pessoa responsável pela atualização dos contatos – criticou Lethícia.

O caso foi levado à Ouvidoria do Hospital do Retiro e o diretor médico, Paulo Baltazar, prometeu tomar providências.

Em tempo: Lethícia afirma que a avó foi “superbem tratada e cuidada, mas um erro desses é inadmissível”.

E é mesmo.

Falta de educação

O jornalista que assina a coluna adora cães, gatos e outros animais. Por isso mesmo chama a atenção para um fato corriqueiro no bairro Aterrado, sobretudo nas calçadas da Avenida Paulo de Frontin: é impressionante o número de pessoas que saem com seus cães de manhã e não levam uma sacolinha para recolher as fezes.

As calçadas são um verdadeiro campo minado a partir das 6 horas. O pior é que quem pisa acaba ficando com raiva dos bichos, que não têm culpa.

Fernando Pedrosa é editor do FOCO REGIONAL

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