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Esporte

por: Filipe Cury

Realidade nua e crua

12/01/2016 12:06

Na última semana vimos o elenco do Corinthians, atual campeão brasileiro, se desmanchando com a venda de seus principais jogadores para receberem salários astronômicos na China. O futebol nacional, já fraco tecnicamente de bons atletas, fica ainda mais escasso sem eles e, hoje, talvez este seja o nosso maior problema.

Os clubes do nosso país seguem vítimas dos milhões de euros das equipes de fora, de empresários e investidores. Infelizmente, essa é a dura realidade em que vivemos, nua e crua, para no final, revelar e vender jovens promessas  e contratarmos por meio de dívidas jogadores em fim de carreira, que vivem do nome e do que fizeram no passado.

Bom para eles, que poderão curtir uma noite em alguma balada qualquer, levar mulheres à concentração e andar em campo durante os jogos, né? Ruim para nós, como sempre, obrigados a assistir partidas de baixíssimo nível.

Esporte valorizado

A tentação é grande e o mercado do futebol não é mais o mesmo. Tudo mudou. Para se ter uma ideia, em 1995, Romário, então melhor do mundo, tinha o maior salário do Brasil, de R$ 62,5 mil mensais. Isso um ano após o tetra, quando carregou a seleção nas costas, ao lado de Bebeto, nos Estados Unidos.

No auge da fama, o baixinho ganhava bem menos do que Alexandre Pato quando ainda jogava pelo São Paulo, no ano passado. O atacante chegou a faturar R$ 800 mil por mês, valor semelhante ao do Fred no Fluminense.

E mesmo com todos os valores de 21 anos atrás para agora corrigidos pela inflação, o rei da pequena área sairia em desvantagem: tiraria R$ 320 mil. Um mês de Pato equivalia a um ano de Romário na época.

Vale lembrar que Romário está longe de ser pobre. Além de ter sido um ótimo jogador, é um dos políticos mais influentes do meio, atuando como senador da República. Mas aquela sensação de que poderia ter recebido mais, comparado aos atletas de hoje, sempre vai existir, não tem jeito. Deve até doer!

Gênios!

Não foi o Neymar, mas precisamos reconhecer que Messi e Cristiano Ronaldo definitivamente precisam ser estudados e, se necessário, virar nome de curso de faculdade futuramente. É impressionante como os dois conseguem manter o altíssimo nível no futebol absurdamente competitivo dos tempos atuais.

Um dia a magia da dupla acabará, infelizmente. Enquanto isso não acontece, felizmente, continuaremos acompanhando aulas de futebol. Obrigado, obrigado e obrigado!

Roubou a cena

O brasileiro Wendell Lira venceu a votação popular de gol mais bonito de 2015 e levou o Prêmio Puskas. O atacante superou nomes como nada mais, nada menos, Messi e Alessandro Florenzi. Ele recebeu 46,7% dos votos. Não concordo com a vitória dele, acredito que teve gols mais bonitos, mas sempre é bom ver um desconhecido derrotando gigantes consagrados.

Em tempos de crise no esporte mais popular do país, um orgulho vindo de um goiano sem cartaz até então. Parabéns!

Filipe Cury é estudante de jornalismo e faz estágio no FOCO REGIONAL. Sua coluna é publicada sempre às terças e sextas-feiras

E-mail: filipecury93@gmail.com


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