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Vida Digital

por: Frederico Guimarães

O que você compartilha no WhatsApp

08/04/2016 15:25

Olá, meu amigos. Depois de um tempo afastado da coluna “Vida Digital” estou de volta. Peço desculpas a vocês e à equipe do Jornal Foco Regional pela ausência, pois os dias estão um pouco mais corridos devido a alguns projetos pessoais. Nesta volta, gostaria de abordar um assunto que me chama a atenção já há algum tempo: o compartilhamento pelo Whatsapp.

Esta semana, um amigo publicou em um grupo uma mensagem sobre a doação de 500 cadeiras de rodas. Ao indagá-lo sobre como ele chegou a esta informação, me foi dito apenas que compartilhou de outro grupo. Seria verdadeira tal afirmação? Como saber?

Recebemos diariamente fotos de bandidos, estupradores e fugitivos, pedidos de doação de sangue, ajuda a famílias necessitadas, pessoas desaparecidas, entre outros. São boatos de vários tipos e formas; fotos, montagens, telefones e muitos outros. A questão é: será que estas informações estão corretas?

Gostaria de compartilhar um caso que aconteceu há pouco mais de um ano. Neste período, fiquei sem telefone por aproximadamente um mês, e um membro de um grupo da minha família escreveu sobre uma de minhas fotos a palavra “procurado” e divulgou ali. Meu pai, assustado, me indagou e pediu para que apagasse aquela imagem do seu celular e solicitou aos outros participantes que fizessem o mesmo. Na hora, achei exagero da parte dele mas, analisando friamente o fato, ele tinha toda razão. Logo ele, com 68 anos, e, na época, inexperiente no aplicativo. O fato é que se alguém acrescenta uma história àquela foto e compartilha em outros grupos, só Deus sabe o que poderia acontecer.

Em maio do ano passado, um caso ganhou repercussão nacional quando foi espalhado o boato de que um casal seria sequestrador de crianças. A mulher, uma operadora de caixa, teve que mudar sua rotina desde então, com medo de ser espancada na rua. Em outro caso, uma outra mulher, em Guarulhos, foi confundida e espancada até a morte por populares. Trágico, não? Ser espancada sem saber porquê. Só quem já passou por situação semelhante sabe como é.

O fato é, seja denúncia de criminosos, doação de cadeira de rodas, pedido de ajuda ou qualquer outro tipo de mensagem que for compartilhada em grupos de rede social, pense mais de duas vezes antes de espalhar. Averigue para saber se é ou não apenas um boato. Pergunte à pessoa que lhe encaminhou de onde ela compartilhou. Procure saber a veracidade da informação. Pode não ser sua foto, mas amanhã pode ser de um amigo seu ou familiar. O telefone na mensagem da cadeira de rodas era falso, estava até sem o DDD. Este, inclusive, é um dos critérios que ajudam a verificar a veracidade da informação, se está sem o DDD é alta a probabilidade daquela mensagem ter viajado de grupo em grupo e já ter saído de sua região de origem.

Sei que as pessoas se solidarizam e querem ajudar, querem alertar, por isso, não medem as consequências. Mas pense no que se passa por trás, nas pessoas que realmente precisam, que passam dificuldades e ligam esperançosas querendo esta doação. Não existe uma cartilha ou lei sobre o que postar ou compartilhar e nem um site ou órgão para verificar tais informações, mas não acredite em tudo o que você vê ou lê na internet. A mentira circula na rede da mesma forma que circula na rua. Boatos existem e cabe a nós decidirmos o que escutar. Minha opinião é não compartilhar sem antes averiguar. Então, verifique a informação antes e, só depois, espalhe, caso seja realmente muito importante.

Frederico Guimarães é especialista em marketing digital.

E-mail: frederico@souhashtag.com.br


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