sexta-feira, 15 dezembro 2017
Fale Conosco | (24)3343-5229

Colunas

Esporte

por: Filipe Cury

O Fla de 2009 e o Fla atual

08/09/2016 11:04

Se for tratar de comparações rodada por rodada, o Flamengo já superou a campanha do título brasileiro de 2009. Em 22 jogos, naquele ano, a equipe de Petkovic possuía 32 pontos. Hoje, com o mesmo número de partidas disputadas, o time liderado por Zé Ricardo tem 40. Andrade e Zé Ricardo. Adriano e Diego. Contratações de estrelas do futebol mundial e títulos. Semelhanças que empolgam os rubro-negros quando o assunto é heptacampeonato. Será que o Flamengo vai conseguir repetir o feito memorável de 2009? A campanha é empolgante, porém, tem muito chão pela frente. A vitória sobre a Chapecoense serviu para mostrar que o gigante realmente acordou e tá prontinho para impor sua autoridade sobre os adversários e mostrar quem manda na elite do futebol brasileiro.

No ano do hexacampeonato, o maior rival do Flamengo, o Vasco, disputava a Série B. Atualmente, o Gigante da Colina também joga a segunda divisão, o que é um bom sinal para os supersticiosos. Além disso, o atacante Everton estava no time campeão. Em 2009, quando era apenas uma promessa, ajudou Petkovic a conduzir a equipe ao título e retornou ao clube em 2014 e segue desde então. Se naquele ano Maldonado saiu do Fenerbahçe, da Turquia, rumo à Gavea, para se sagrar campeão, agora foi a vez de Diego sair do mesmo clube, e, quem sabe, conseguir a mesma sorte do chileno. Embora Adriano e Guerrero serem completamente diferentes – o Imperador era muito melhor -, em 2009 a torcida contava com um ídolo nacional, e o peruano é um ídolo de sua seleção.

Comparações à parte, é um Flamengo completamente diferente. Os jogadores não jogam de mau-humor, para derrubar técnico ou chamar a atenção da diretoria. Apesar de Diego receber mais do que os outros, ele recebe em dia, assim como todos os demais. Não tem atraso e rixa. Cada um tem sua função e faz o que tem que ser feito. E trabalhar assim é a melhor coisa. O ambiente é agradável, sem bombas no centro de treinamento.

A situação não é a mesma de quando Patrícia Amorim, em 2011, trouxe Ronaldinho Gaúcho e afundou o Mais Querido em dívidas. A eliminação precoce na Copa do Brasil parece ter sido a gota d’água para Eduardo Bandeira de Mello perceber que os torcedores estavam cansados de assistir um time completamente apático.

E como existem males que chegam para o bem, parece que a "crise" passou e finalmente o momento de glória do Flamengo chegou. Agora é ter fé.

Em foco

Notícias primeiro na sua mão

Primeiro cadastre seu celular ou email para receber as ultimas notícias.

Curta nossa fan page, receba todas as atualizações - Foco Regional