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por: Fernando Pedrosa

O debate na Aciap

06/11/2020 09:49

O debate dos candidatos a prefeito de Volta Redonda, realizado na noite da quinta-feira (5) pela Associação Comercial, terminou com a apresentação de poucas propostas pelos 12 candidatos – um deles a vice, Ademar Esposti, na chapa de Dayse Nunes (PROS), afastada da campanha por ter contraído Covid-19. Na maior parte do tempo, respondendo a perguntas da mediadora ou mesmo quando questionados pelos adversários, os candidatos falaram de forma quase sempre genérica.

Neste ponto, apenas o prefeito Samuca Silva (PSC), Cida Diogo (PT) e Paulo Baltazar (PSD) expuseram um pouco do que realmente planejam fazer. O ex-prefeito Antônio Francisco Neto (DEM) ainda chegou a mencionar que pretende retomar o projeto do arco de centralidades, aprovado no final de se quarto mandato, cujo objetivo é melhorar a mobilidade urbana. Também falou em retomar projetos como a Olimpede. Nada além disso.

A cultura parece não existir

Os demais, ao mencionarem algumas iniciativas, não conseguiram deixar claro como pretendem promover melhoras em áreas como saúde, educação, desenvolvimento econômico, com geração de emprego e renda, e desenvolvimento social.

Um detalhe que chamou a atenção: nem os responsáveis pelo debate – muito bem organizado e conduzido – nem os candidatos, dedicaram uma única menção à cultura, um dos segmentos mais afetados pelos efeitos da Covid-19.

A respeito da pós-pandemia, também ficou claro: nenhum dos concorrentes parece ter um plano efetivo para que o governo municipal exerça o papel fundamental de protagonista na organização da sociedade para se restabelecer.

Alvo principal

Como era de se esperar, Samuca Silva foi um dos alvos principais dos adversários, sobretudo pelo quadro que se instalou na saúde, especialmente nos hospitais municipais após a entrega da gestão a Organizações Sociais. O ex-prefeito Neto também ficou na mira, por estar recorrendo do indeferimento de sua candidatura.

Algumas farpas foram disparadas pelos candidatos, à exceção de Ademar Esposti, que protagonizou o primeiro ataque direto ao candidato à reeleição: o representante de Dayse disse que, se Samuca fosse seu filho, o colocaria no colo e lhe daria umas “palmadas no bumbum” pelo que está ocorrendo na saúde. Como resposta, ouviu de Samuca que, em casa, ele não foi criado desta forma, mas através de diálogo.

Trancos

No fim, momento das considerações finais, Baltazar levantou o discurso do voto útil, pondo em dúvida se Neto conseguirá ser candidato (ele pode recorrer até ao Tribunal Superior Eleitoral) e, referindo-se à Samuca, disse que o novo não deu certo, ao reforçar a sua experiência de ex-prefeito. Como troco, ouviu de ambos referências ao caso das ambulâncias, um episódio que não desgruda de sua história política, apesar de ressaltar, sempre que pode, que foi absolvido.

“Eu nunca fui acusado de ter recebido dinheiro de compra de ambulância”, disparou Neto. “Tem candidato que fala da saúde, mas gosta mesmo, tem medo é de um ambulância”, emendou Samuca ao chegar sua vez.

O debate, de todo, não foi ruim. Com 12 participantes e com o regramento que se tornou comum neste tipo de evento no país, é difícil esperar algo muito diferente do que se viu. Mas quem se propõe a governar a maior cidade do Sul Fluminense e uma das principais do estado deveria ser menos genérico e mais objetivo.

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