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por: Ingridy Ribeiro

Eu, robô?

14/07/2017 11:13

 

A gente não quer só comida, diversão e arte, agora nós também queremos produzir compreendendo a razão pelo qual produzimos, queremos ser realizados e queremos viver uma vida com muito mais sentido.

Até não muito tempo atrás, trabalhar com propósito não era uma questão para a grande maioria das pessoas. A principal intenção era ter recursos para sustentar uma família e, de preferência, poder deixar algum patrimônio como herança. Agora, seja em meus atendimentos ou na mesa do bar, a realização se tornou pauta constante.

Mario Sergio Cortella diz que uma vida com propósito é aquela em que entendemos as razões pelas quais fazemos o que fazemos e pelas quais deixamos de fazer o que não fazemos. É um estado de consciência. Estado esse que um robô não tem.

Quando não encontramos uma razão para o nosso trabalho - e para a nossa vida - ficamos sujeitos a uma rotina mecânica, robótica, sem sentido. A depressão e tantos outros males atuais, está muitas vezes relacionada com o sentido, isto é, a importância da vida que a pessoa leva. Ou melhor, com a falta de sentido e importância.

Karl Marx dizia que alienado é aquele que não pertence a si mesmo. E é justamente essa falta de pertencimento, de consciência, o viver no automático, o apenas bater cartão, que tira o brilho de nossas vidas e funções, que nos aliena do quão importante e valiosos nós somos e nossa vida pode ser. Faz sentido para você?

Amar o que faz não é o único caminho para dar sentido ao seu trabalho. O que dará propósito a ele é criar uma forte razão para fazer o que você faz. Nem que esta razão seja somente ganhar dinheiro, pagar o aluguel, tomar aquela gelada às sextas-feiras. Levantar da cama pensando no seu salário no fim do mês e em como seria não ter um emprego é muito mais animador do que pensar em levantar somente por obrigação.

Sempre digo para meus clientes: quando o bicho pegar e você desanimar, lembra o que te fez começar. Ainda que não seja um motivo muito nobre, é um motivo. Logo, uma razão, um propósito.

Quem não conhece o Renato sorriso, o gari que se tornou símbolo do carnaval carioca?

No Carnaval de 1997, Renato foi escalado para trabalhar pela primeira vez no sambódromo do Rio de Janeiro, a Marquês de Sapucaí. Ele poderia apenas ter varrido a pista por onde passavam as escolas de samba, mas movido por sua paixão pelo samba ele deu um show sambando, com um belo sorriso no rosto, junto a sua vassoura atrás das agremiações.

Renato Lourenço, um homem comum, com um emprego comum, que fez história trabalhando com um propósito naquele carnaval, naquela avenida. Renato Sorriso deixou a sua marca.

E você? Qual é a sua marca? Pelo o quê você gostaria de ser lembrado no trabalho? Pelo sorriso sempre no rosto ou pela cara sempre fechada? Pelo bom humor ou azedume? Pela generosidade ou egoísmo? Pela dedicação ou descaso?

Você já saiu do século XX, está na hora de deixar ele sair de você. Você não é um robô! Humanize-se! Não importa qual seja o seu trabalho, dê o seu melhor e marque sua presença no mundo! Você já tem mesmo aquela carga horária para cumprir, por que não dá o seu melhor? Ninguém pode ser você e, portanto, ninguém pode fazer como você faz o que faz! Não seja só mais um, seja você.

A partir de hoje, eu espero que você não desanime quando começar a passar o Fantástico. Não vá dormir já encarando a segunda-feira como um fardo. Não arraste como uma cruz a semana inteira, ansiando pelo fim de semana. Você precisa dessa semana e desse trabalho para construir um futuro melhor para você e quem você ama. Só não se acomode. Faça de cada semana apenas mais um degrau rumo ao que você verdadeiramente quer.

E nunca se esqueça: Você merece ser feliz!

Até a próxima!

Ingridy Ribeiro é Coach de Vida & Carreira. Escreve às sextas-feiras (Foto: Reprodução internet)

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