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por: Fernando Pedrosa

CSN e o turno de 8 horas

27/08/2017 18:51

Poucas & Boas: CSN prepara nova investida pelo turno de 8h

A Companhia Siderúrgica Nacional está preparando uma nova e forte campanha junto aos seus empregados para implantar o turno de oito horas. Após a reforma trabalhista aprovada pelo (des) governo Michel Temer, a empresa considera que é chegada a hora de promover o fim do turno de seis horas – sempre lembrado como um dos itens que, em 1988, levaram à greve de trágica lembrança na siderúrgica, com três operários mortos em conflito com soldados do Exército.

O assunto vem sendo discutido na Usina Presidente Vargas e deve ser tema de uma reunião nesta segunda ou terça-feira, entre gerentes e supervisores. O passo seguinte será partir para o convencimento dos empregados, ao mesmo tempo em que se pretende discutir a questão com o Sindicato dos Metalúrgicos.

O que se comenta dentro da UPV é que o plano da CSN é promover a mudança de turno até dezembro, estreando a nova escala já no início de 2018.

Cortes I

O aumento da jornada de trabalho na CSN significa a eliminação de uma “letra”, ou seja, aqueles funcionários que, em caso de mudança, se tornam dispensáveis.

Atualmente, o turno de seis horas é cumprido pelos empregados num determinado horário durante seis dias. Com a jornada de oito horas seriam quatro dias no mesmo horário: 0 às 8h, 8 às 16h e 16 às 24h.

Para convencer os empregados a aceitarem a proposta, deve vir uma oferta de abono, que hoje se especula em torno de R$ 4 mil ou até um pouco mais, sendo tal valor pago em duas vezes caso o pessoal aceite.

Cortes II

Sem alarde, a CSN já vem fazendo ajustes em seu quadro de pessoal. Por ajustes, entenda-se, demissões. A companhia está dispensando aposentados, para preservar os mais novos, que ganham menos.

Segundo esta coluna foi informada, o plano da companhia prevê levar estas demissões até meados de setembro.

Lembrando

Em meados do ano passado, a CSN tentou negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos o turno de oito horas por ocasião da discussão do acordo coletivo. Na ocasião, os sindicalistas recusaram a proposta na mesa. A siderúrgica refez a oferta e o acordo acabou aprovado.

Também no final de 2015, mais precisamente em dezembro, a empresa tentou emplacar a mudança como condicionante para não fazer demissões em razão da crise econômico-financeira que já estava estabelecida, assim como acabar com os 70% de adicional de férias e a implantação do banco de horas. A pressão também não adiantou.

E agora?

A coluna tentou falar com o presidente do sindicato, Silvio Campos, a respeito do assunto, mas foi informada que ele estava fora da cidade, num lugar sem sinal de celular. (Foto: Arquivo-11/12/2008)

Fernando Pedrosa é editor do FOCO REGIONAL

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