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Meio Ambiente

por: Adaucto Lima Neves

Consciência pública

21/10/2015 07:59

Pessoas consomem água doce todos os dias e precisam de ar. Durante décadas causamos impactos sobre os recursos disponíveis. A degradação era mínima e insignificante em relação à quantidade de habitantes. Porém, depois da Segunda Grande Guerra houve um aumento do consumo de água e um acúmulo de gases que provocam o efeito estufa. O consumo de água aumentou quatro vezes e, em muitos lugares, está contaminada. Há dificuldade no tratamento devido ao aumento da presença de metais pesados e coliformes fecais. No Nordeste e no Centro-oeste do Brasil, rios secam e a população sofre com a baixa umidade do ar. Além do rápido crescimento da população humana, da pastagem para o gado, do excesso de metano no ar e da falta de saneamento básico, há também pouco investimento do setor público.

As organizações querem produzir muito e mais, na busca de atender o consumo que aumenta sempre. A crescente demanda por energia e o desenvolvimento não evitável, é usado como subterfúgio para a causa do dano ambiental. Desde os anos 1950 há ocorrência de vários acidentes graves, como os nucleares, derramamento de mercúrio em rios, vazamentos de petróleo e os mais graves e imediatos às populações ribeirinhas, os acidentes com produtos químicos altamente tóxicos lançados na água e no ar. Nossa sobrevivência é justificativa para modificar o meio ambiente. Hoje há diversos ambientes artificiais para plantações, inclusive de alimentos geneticamente modificados. Talvez, pela primeira vez, não tenhamos o real conhecimento dos problemas que virão e como os enfrentaremos.

A água se tornou um recurso de valor inigualável. Por volta de 1,8 bilhão de pessoas vivem sem água limpa para consumo. Outros dois bilhões não possuem saneamento básico. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, para cada R$ 1 investido em saneamento, evita-se gastar R$ 4 em atendimento hospitalar. Nos últimos 40 anos a agricultura dobrou e se especializou, mas a utilização predatória dos recursos e o aumento da população vêm impedindo que a produção consiga se manter de forma mais sustentável. Retira-se mais água de subsolos do que capacidade de auto-reposição necessária para o equilíbrio hídrico.

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 (CNUMAD) teve como objetivo e mecanismo: estabelecer sistema de cooperação internacional para prever ameaças ambientais; estabelecer mecanismos de transferência de tecnologias não poluentes. De cinco documentos elaborados, a Convenção Sobre Mudança Climática tem como órgão supremo, a Conferência da Partes (COP - Conference of the Parties) que se reúne periodicamente para avaliar resultados e estabelecer metas, e formular programas nacionais e regionais para controlar as emissões antrópicas; promover a educação e a conscientização pública e estimular a participação de todos.

A situação atual está muito crítica. Precisamos criar uma consciência de urgência e gravidade quanto aos prejuízos que iremos enfrentar. Gerar mudança comportamental e políticas públicas capazes de estabelecer um futuro melhor é fundamental para a qualidade da água, da melhoria atmosférica e da preservação do solo. É sensibilizar empresas, governos e cidadãos a assumirem o compromisso com as gerações vindouras.

Adaucto Lima Neves é professor e ex-secretário de Meio Ambiente de Barra Mansa

E-mail: adauctoneves@gmail.com 

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