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por: Fernando Pedrosa

Baltazar e a égua

22/10/2015 09:25

Com a mudança do período permitido por lei para os políticos com mandato trocarem de partido, a chamada “janela”, o frisson que havia antes da alteração do prazo não congelou, mas a temperatura diminuiu bastante. Mesmo assim, o que não faltam são especulações.

Há poucos dias, ouvi de uma fonte confiável que o vereador Paulo Baltazar (PRB) teria fechado com o deputado estadual Edson Albertassi (PMDB) para apoiar a vereadora América Tereza (PMDB) na disputa pela prefeitura de Volta Redonda. Baltazar negou categoricamente:

- É muito cedo para amarrar a égua – disse.

Tentei falar com Albertassi a respeito, mas o deputado, sabe como é...não atende telefone, não responde e-mail e, parece, não consulta seu WhatsApp.

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Baltazar é pré-candidato a prefeito, mas, como já disse publicamente ao FOCO REGIONAL e a outros veículos de imprensa, não será “candidato de si mesmo”.

Traduzindo: ele quer fazer parte de um projeto de mudança para a cidade, o que não implica que seja ele o nome que vai estar à frente para a disputa nas urnas.

Além disso, há outra questão. O vereador precisa, para pavimentar sua candidatura, de recursos e, para isso, o PRB precisa se mover.

O que até agora, é o que se percebe, ainda não ocorreu.

Ou seja: alguém tem que colocar a sela na égua pra ele montar.

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O FOCO REGIONAL já noticiou, mas não custa repetir: uma suposta pesquisa para consumo interno, divulgada numa rede social, foi atribuída ao prefeito Antônio Francisco Neto. E este desmentiu categoricamente a iniciativa.

Na “pesquisa” não constam nomes de pré-candidatos já declarados.

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A prefeitura de Volta Redonda informou nesta quinta-feira que o pagamento do Pmaq (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) será efetuado na próxima segunda. O prefeito Neto aproveitou para desmentir os boatos de que a gratificação paga aos servidores da saúde será extinta, como ocorreu com a GID (Gratificação de Incentivo por Desempenho).

O Pmaq é pago com recursos oriundos do Ministério da Saúde.

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A demagogia na política brasileira parece mesmo não ter limites. Esta semana, conforme noticiou a jornalista Berenice Seara, no jornal Extra, o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), decidiu abrir mão do salário de R$ 17 mil por causa da crise econômica. Em ofício enviado à Câmara, diz que, como médico, vai custear as despesas familiares com os recursos de seu consultório.

Mais: alega que é uma forma de mostrar solidariedade com os demitidos por causa da crise.

Ora, se sempre pôde viver sem a remuneração, por que passou quase três anos recebendo, cara pálida?

Tanta sensibilidade com o próximo faria sentido se o prefeito, desde o início do mandato, pedisse para receber um salário simbólico, quem sabe o piso do município, em solidariedade aos que não ganham mais do que isso.

Haja verniz para tanta cara de pau.

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A troca de comando no 5º DPA (Departamento de Policiamento de Área), desde o dia 7 deste mês sob a direção do delegado Francisco Benitez (ele substituiu Daniel Bandeira), poderá acarretar na mudança de titularidades em delegacias da região.

O que é algo natural, diga-se de passagem.

Fernando Pedrosa é editor do FOCO REGIONAL

E-mail: pedrosa@focoregional.com.br  

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