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por: Fernando Pedrosa

Agora ou nunca

13/10/2015 16:05

A eleição de prefeito de Volta Redonda, em, 2016, vai ser tão instigante quanto a de 1985, quando a cidade deixou de ser Área de Segurança Nacional

E cá estamos nós, iniciando este que é o maior desafio da nossa carreira de 40 anos no jornalismo. Desafio já explicado aos leitores, mas com dimensões ainda não totalmente conhecidas por nós. Mas a vida é feita de desafios. Sombra e água fresca fazem bem, mas também cansam.

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Neste espaço, estaremos tratando de quase tudo um pouco. Esta coluna não será diária, mas será frequente. Esperamos poder levar aos leitores muitas notícias em primeira mão. Ainda mais que estamos já caminhando para o fim de um ano pré-eleitoral, da eleição municipal, a que mais mexe com o cidadão. No começo, a maioria se mostra fria e distante, mas basta acabar o aquecimento para que quase todos passem a prestar atenção no jogo.

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Nos bastidores, ao contrário do que pode parecer, o fogo já foi aceso há muito tempo. São muitas conversas, prorrogadas com a transferência, para o meio do ano que vem, da janela que os candidatos poderão aproveitar para mudar de partido.

Certo é que teremos em 2016, em Volta Redonda, uma eleição tão instigante quanto foi a primeira realizada após a cidade deixar a condição de Área de Segurança Nacional, período em que os prefeitos foram indicados pelos governos militares.

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E aí, caro leitor, é interessante notar: desde 1985, Volta Redonda realizou oito eleições municipais. E nada menos que cinco tiveram como vencedor o prefeito Antônio Francisco Neto, incluindo o êxito de Gothardo Netto, em 2004, apoiado por ele. Neto conquistou seu primeiro mandato em 1996 e nunca mais perdeu uma eleição para o Palácio 17 de Julho. São 20 anos. Há milhares de eleitores jovens em Volta Redonda que vivem sob a gestão de Neto desde que nasceram.

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A eleição de 2016 será a segunda em que o prefeito pretende comprovar que é o maior cabo eleitoral da cidade. Como se sabe, terá um candidato que não será do seu partido, o PMDB. Tudo faz crer que seja Sebastião Faria, diretor do Hospital São João Batista. Mas fosse qualquer outro e a expectativa seria a mesma. Quantos adversários Neto e seu candidato terão no primeiro turno? Ainda não é possível precisar, mas certamente será uma penca, afinal, todos enxergam que nunca houve, nas últimas duas décadas, uma eleição tão aberta. Os adversários apostam, mais do que nunca, naquela máxima de que não é possível ganhar todas. Mas seu maior receio, sobretudo dos mais ferrenhos, é que não tenha chegado ainda a hora de Neto entregar a chave do Palácio sem aparecer na foto.  Para o prefeito, que sobreviveu até a uma cassação dada como consumada, o ditado servirá de consolo se seu candidato não vingar. Para muitos adversários, porém, a eleição de 2016 está na base do agora ou nunca.

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