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por: Fernando Pedrosa

Poucas & Boas

01/12/2015 07:14

Pressão

A nota divulgada nesta segunda-feira pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) alertando que as eleições de 2016 poderão ser feitas em cédulas é, indiscutivelmente, uma forma de pressão sobre o governo.

É inimaginável acreditar que o processo se dará desta forma, 15 anos depois de todos os brasileiros, do Oiapoque ao Chuí, já estarem votando em urnas eletrônicas.

Não deixa de ser curioso, porém, imaginar quanto tempo, se essa maluquice se concretizar, levará a apuração dos votos.

Basta lembrar que, quando Volta Redonda tinha cerca de 100 mil eleitores, a contagem dos votos em papel durava ao menos três dias.

Com o eleitorado já cima dos 200 mil, seria uns seis dias pelo menos.

Já imaginou em cidades como São Paulo e Rio.

Acertos

Dizem por aí que o PR, liderado no estado pelo ex-governador Anthony Garotinho, já teria negociado com o PCdoB para a indicação do candidato a vice na chapa do prefeito de Barra Mansa, Jonas Marins, e que estaria negociando com o PRB para uma aliança em Barra do Piraí.

Embora na política tudo seja possível, no caso de Barra Mansa parece improvável. Jonas tem uma ótima relação com o governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB. E não parece lógico que o partido que domina o estado veria com bons olhos uma associação com o PR de Garotinho, com quem as desavenças dos caciques peemedebistas não se restringem ao plano político, pois descambou para o pessoal.

Repaginado

Por falar em Garotinho, pessoas ligadas ao ex-deputado federal Zoinho, pré-candidato do PR à prefeitura de Volta Redonda, revelam que o ex-governador vai cuidar de uma recuperação – em todos os sentidos – da imagem dele para a disputa de 2016.

Sem sentido

Um vídeo postado numa rede social mostrando guardas municipais de Volta Redonda tentando prender um homem que seria vendedor de churrasquinho, na Vila Mury, foi exibido na sessão desta segunda-feira na Câmara Municipal. O pedido foi do vereador Dinho, desafeto número um do comandante da corporação, major Luiz Henrique Monteiro Barbosa.

O que chama a atenção, porém, é que dois guardas municipais, que enfrentam a resistência do homem , acabam desistindo de algemá-lo.

Ora, o motivo era tão sério para algemar ou se tratou de um arroubo de abuso de autoridade? Afinal, se por fim se concluiu que não era o caso, para que aquela papagaiada toda?

Surfando

A Câmara de Barra Mansa pagou nesta segunda o 13º integral aos funcionários. O presidente Marcelo Cabeleireiro (PT) ressalta, como vem fazendo nas últimas semanas, que isso foi possível “graças à economia que vinha fazendo durante todo o seu mandato”, conforme nota da assessoria da Casa.

Marcelo diz ainda que esta foi uma de várias ações para “beneficiar o funcionalismo da Câmara”, e que entre as medidas de sua gestão foi instalado um refeitório no Legislativo e concedidos vale alimentação de R$ 200 e reajuste salarial de 10%.

Mal

O índice de qualidade das leis pode ser analisado pela quantidade de reprovações delas pela Justiça. Em Volta Redonda, entre agosto de 2014 e julho de 2015, 84% delas – 25, ao todo - foram declaradas inconstitucionais pela corte.

O índice é parte dos levantamentos feitos pelo Anuário da Justiça Rio de Janeiro 2016, que será lançado no próximo dia 10, no Palácio da Justiça, no Rio.

E, acredite: no mesmo período, 100% das leis aprovadas pela Câmara de Barra Mansa foram consideradas inconstitucionais.

Fernando Pedrosa é editor do FOCO REGIONAL

E-mail: pedrosa@focoregional.com.br

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